sábado, 7 de janeiro de 2012

A Alma Imoral

7 de janeiro, dia do leitor. Em homenagem à essa data, publico um post de um livro que amei de paixão! Aos meus amigos leitores, desejo que vocês sempre tenham um bom livro em mãos para ler e que eles os ajudem a serem melhores, mais conscientes e felizes!

A Alma Imoral é um livro espetacular, que propõe inúmeras reflexões. Ele nos faz refletir sobre os caminhos que estamos traçando, sobre as nossas escolhas, principalmente aquelas que temos como certezas absolutas. Um livro que nos faz questionar sobre nossos valores e sobre a nossa concepção do que é certo. Por meio de sua leitura, somos expostos cara a cara com os nossos medos.


Capa do livro A Alma Imoral


Descobri essa obra prima por meio de uma peça, cujo título é o mesmo do livro. Interpretada pela atriz Clarice Niskier, a peça faz um resumo do livro e nos traz as mesmas idéias, só que de forma mais acessível. O livro não é das leituras mais fáceis, o que me fez lê-lo mais de uma vez.
Uma amiga foi quem me indicou a peça. Ela descreveu a sua experiência de uma forma tão incrível, que foi o suficiente para me despertar uma vontade súbita de vê-la. Acontece que a peça não estava mais em cartaz aqui em Brasília. Passados alguns meses, andando pela Livraria Cultura do Iguatemi (isso já nos idos de 2010), onde ela estava sendo exibida, vi que ela estava novamente em cartaz. Na mesma hora comprei o ingresso. Realmente, foi uma experiência incrível! Foi praticamente um soco no estômago. Saí do teatro pensando, repensando, querendo mudar totalmente a minha vida, rsss. Calma lá, Izabel! Nem tanto, menos, bem menos, rs. Uma amiga que foi assistir comigo a peça presentou-me com o livro, e rapidamente o devorei. Fiquei mais fascinada ainda.


A atriz Clarice Niskier na peça A Alma Imoral

Nilton Bonder, autor do livro, é rabino, filósofo, considerado um dos grandes pensadores atuais, tendo suas obras reconhecidas nos EUA e na Europa. Gostei tanto desse livro, que já adquiri outros do mesmo autor. Depois comentarei sobre eles.



Nilton Bonder

Alguns trechos fascinantes do livro (apenas alguns, hein! O livro todo é digno de leitura):

"Surpreender-se é, na realidade, a maior prova do poder de um ser humano. Surpreender os outros é fazer uso de nossos truques já dominados; surpreender a si mesmo é ser um mago diante daquele que nos julgávamos ser."

"Todos nós deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento. Estes lugares, que outrora serviram para nosso desenvolvimento e crescimento, se tornam apertados e limitadores."

"Não podemos temer o que outros irão dizer ou pensar. Não devemos temer nossa própria auto-imagem, esta sim, um altar de primeira grandeza aos sacrifícios idólatras. Quantas oportunidades não deixamos de aproveitar pois "não era conveniente" fazer istou ou aquilo? Nossa auto-imagem, tal como nossa moral, é um instrumento do corpo que não aceita se ver em "outro" corpo."

"Quem não se horroriza perde a capacidade de detectar a estreiteza. Nossa insensibilidade se beneficia daquilo que não rompe, das ditas "boas ações" que não ferem os códigos da moral animal. Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar a nós, aos outros e à moral de nossa cultura."

"O que devemos lembrar a todo instante é que, quando não nos sentimos satisfeitos (e esta é uma sensação que percebemos com relativa facilidade), estamos, por definição, sendo desonestos. As implicações dessa correlação são muito profundas e a alma depende dela para mobilizar e sensibilizar o corpo."

Mês passado, salvo engano, a peça estava em cartaz no Rio de Janeiro.

Fotos via imagens/google.

4 comentários:

  1. Ahh bommm!!! Depois de todos esses comentários que aguçaram minha curiosidade, só me resta dizer:
    também quero ler esse livro!
    Afinal toda dialética da alma humana me encanta!

    bjs
    Lu aug

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  2. Vc vai gostar, Lu. Posso te emprestar. Beijos!

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  3. De fato, esse é um daqueles livros que nos faz repensar valores e convida a nos despir de tanta hipocrisia. Recomendo...a interpretação da Clarice Niskier é algo fantástico!

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  4. Rô, graças a você, eu vi a peça e, então, pude ler o livro. Beijos!

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