sábado, 29 de dezembro de 2012

Babel

Sabem como é... fim de ano é o momento de tentarmos reunir aquelas pessoas que nos são tão queridas, mas, em razão da correria da vida, acabamos convivendo muito pouco e nos vendo raramente, o que é uma pena. Pois, para mim, a receita para se ter um coração forte e uma longa vida é estar cercado de afeto, amor e carinho, e, para tanto, é preciso estar cercado de pessoas queridas! Portanto, nessa época de ano há muitas confraternizações, é o momento ideal para reunir a turma disso, daquilo outro, a fim de colocar a conversa em dia, dar aquele abraço apertado... tem remédio melhor pro coração? E viva as amizades, o amor, os encontros....

Uma das minhas tchurminhas (sim, eu tenho várias - orgulho!!!) resolveu confraternizar no Babel, restô localizado na 215 sul, que oferece um menu mais italiano.

O ambiente. Agradável, bonito, clássico. Fotinhos:





2º andar. Adega ao fundo.

Vamos aos comes. O menu me deixou muito tentada, muitas opções maravilhosas, entre risotos, massas, aves e carnes, com acompanhamentos muito interessantes. Mas, já vou avisando, os preços são salgadinhos (variam de 60 a 100 reais).

Sissi e eu fomos de risotto al mare (arroz camaroli cozido, camarão, tentáculos de polvo, lula e queijo camembert). Então, estava razoável... nada sensacional... sendo bem honesta, pela proposta, e pelo gabarito dos ingredientes, poderia estar bem mais saboroso... enfim!




Malu e Jojô foram de risotto mucca (arroz carnaroli cozido com cubos de filé mignon e aromatizado com queijo gorgonzola). Assim, elas não gostaram muito... eu experimentei... também não gostei... a Malu disse que a carne chegou ao ponto de estar dura... e o sabor deixou a desejar... que chato!




O Lauro foi de risotto nero (arroz carnaroli cozido, servido com lulas grelhadas ao açafrão e aromatizado com chocolate). Esse foi um dos que me deixou muito tentada, por um triz ele teria sido minha opção, rs. Eu experimentei e estava bem gostoso. O Lauro também aprovou.





Cida foi de ravióli impresso (ravióli recheado com ricota, damasco e nozes, servido com molho branco aveludado). Ela não gostou muito, disse que estava meio doce. Não experimentei, mas confio plenamente na opinião da Cida, porque ela manda muuuito bem na cozinha, rs.




Lembro-me que a Júlia foi de risotto ai funghi (arroz carnaroli cozido com funghi secchi hidratado com vinho tinto e finalizado com parmesão). Ela gostou e eu também gostei... é claro que experimentei! Rs. Esse foi sem foto. Houve outros pedidos na mesa, mas, assim, não dá pra eu sair tirando foto do prato de todo mundo, né? Até porque demorou pra sair nossos pedidos e, quando chegou, todo mundo caiu matando, hahaha!!!

Conclusão. Nossa experiência no Babel não foi a das melhores, deixou muito a desejar. A começar pelo fato de ser um restô muito bem conceituado na cidade. Depois, pelo preços, que estão acima da média. É meio, pra não dizer muito, frustrante pagar caro em um restaurante e não sair de lá realizado, com a alma leve, feliz por Deus conceder a graça de poder desfrutar de comidas tão maravilhosas. Uma pena!!! Quem sabe de uma próxima a gente não será mais feliz.... pagar pra ver! Rs.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas

O fim de ano chegou, hoje é Natal, e é inevitável aquelas reflexões de todo santo ano... elaborar listinha de metas para 2013... não há momento mais propício para renovar as esperanças e a fé... a fé em Deus e a fé em si... acreditar que tudo será melhor!!!

Não sei se essa sensação acontece com muitos, ou se é particularmente minha, mas, com o passar dos anos, já não me preocupo tanto em fazer uma listinha com um milhão de coisas que quero fazer ou me proponho a realizar. Até porque tenho a leve sensação que o quero da vida, hoje, apesar dos meus eternos dilemas, estão muitos claros na minha cabecinha. Eles são certos, bem definidos (nem tanto, rs), portanto não há a menor necessidade de pegar caneta e papel para listá-los. É como se a minha mente fosse uma folha de papel e eles já estivessem muito bem escritos e delimitados.

Por sinal, eles - meus objetivos e desejos - são bem menores em relação aos que tinha há uns dez anos. Também os considero bem mais simples e reais. Talvez a razão disso seja a maturidade. Esta, por sua vez, um presente do tempo, resultado das lições tiradas das adversidades, irmã da sabedoria.  Acho também que posso creditar essa minha suposta real e coesa lista aos livros que tanto me ajudam a aprimorar meu caráter e minha visão de mundo, a buscar a felicidade pelos caminhos certos, a não se iludir com as loucuras desse mundo, a dar uma pausa para refletir sobre o que é importante e ao que, de fato, vale a pena.

Uma das leituras que fiz nesse ano, Não Nascemos Prontos! Provocações filosóficas, de Mario Sergio Cortella, é um desses livros, que me ajudam em minha busca pelo autoconhecimento e por ter uma vida mais simples, mas, nem por isso, estagnada ou conformada. Ao contrário, as ideias que tenho deparado nesse ou em outros livros que tenho lido me fazem querer buscar os meus objetivos. A diferença é que estes são respaldados pelas sensatez, simplicidade e sabedoria. 






O objetivo do livro em questão  é nos provocar, incomodar, não deixar que estagnemos com a satisfação. É como diz o autor: "Quando estamos satisfeitos nos acomodamos, nos rendemos à sedução do repouso e nos imobilizamos. É a insatisfação que nos move. Quando estamos insatisfeitos, criamos, inovamos, refazemos, modificamos e, assim, vamos nos construindo". 

Transcrevo alguns trechos a fim de compartilhar as ideias interessantes que captei nesse livro:

"Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio".

"Aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar".

"Não; não temos mais tempo! Cada dia levantamos mais cedo e vamos dormir mais tarde, sempre com a sensação de que o dia deveria ser mais extenso ou não soubemos nos organizar direito".

"Não se deve confundir informação com conhecimento. A internet, dentre as mídias contemporâneas, é a mais fantástica e estupenda ferramento para acesso à informação; no entanto, transformar informação em conehcimento exige, antes de tudo, critérios de escolha e seleção, dado que o conhecimento (ao contrário da informação) não é cumulativo, mas seletivo".

"Sem critérios seletivos, muitos ficam sufocados por uma ânsia precária de ler tudo, acessar tudo, ouvir tudo, assistir tudo. É por isso que a maior parte dessas pessoas, em vez de navegar na internet, naufraga..."

"Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista, na qual a mínima possibilidade de sentido fugaz encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anuciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas, com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, elas têm "necessidades" inseridas nelas pela nossa inteligência adulta e veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha".

"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana".

"Ora, já somos uma das poderosas economias capitalistas do planeta, sem que a riqueza coletivamente gerada seja adequadamente repartida! Uma nação vai para a frente quando prevalece a justiça cidadã e a paz social, quando há garantia do direito ao trabalho (e, portanto, ao descanso), quando os privilégios exclusivos não são apresentados como conquistas inevitáveis de alguns apaniguados. Uma nação perde tempo quando valoriza o cinismo que acomete fartamente alguns que se preocupam com quantos dias de folga tiram aqueles milhões para os quais muito pouco de vida sã fora de horário de trabalho".

"É necessário interromper a lógica que entende o trabalho contínuo e incansável como sendo a única fonte de saudabilidade moral e cívica; é preciso enterrar a estranha racionalidade que entende a capacidade de voltar a trabalhar como sendo o melhor critério de saúde. É comum um adulto internado em um hospital ou adoentado em casa considerar-se sarado apenas quando, após perguntar ao médico se pode voltar ao trabalho, fica por ele "liberado"; por que não perguntar: "Doutor, já estou bom? Já posso voltar a namorar, bailar, transar, jogar?"

"Talvez um pensar mais nos levaria a gritar que basta de tantos imperativos! Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembras?) a liberdade de decidir, escolher, optar, aderir?"

"Essa demora em pensar mais, esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo, com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que torturam, amarguram, esvaem".

"Precisar ter! Precisas comprar! Precisas experimentar! Precisas possuir! Precisas de tudo, a qualquer custo, de qualquer modo! Ora, promessas vãs, momentâneas alegrias, sentidos descartáveis; é o reino das aparências, o primado da reclusão em uma insaciável procura por uma resposta que está além do consumismo tresloucado. Doce mel, terrível veneno..."

"Há três caminhos para a infelicidade (ou fracasso): 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora."

"Mas, o que é um bom livro? A subjetividade da resposta é evidente .No entanto, é possível estabelecer um critério: um bom livro é aquele que te emociona, isto é, aquele que produz em ti sentimentos vitais, que gera perturbações, que comove, abala ou impressiona. Em outras palavras, um bom livro é aquele que, de alguma maneira, te afeta e impede que passe adiante incólume".

 Ideias incriveis, que, certamente, são capazes de contribuir para se ter um 2013 mais em paz consigo e mais feliz!!!

O autor do livro, Mario Sergio Cortelha, é filósofo, com mestrado e doutorado em educação pela PUC-SP, na qual é docente desde 1977.


Mario Sergio Cortella

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Santé 13




Niver do Laurito (apelido carinhoso só para os amigos, viu? rs) e ele escolheu o Santé 13, o mais novo restô da 413 norte, para comemorar em alto estilo, rs. Ótima opção! Ambiente escuro, à luz de velas, com muito charme e requinte. Ao mesmo tempo descontraído. A falta de iluminação pode incomodar em um primeiro momento, mas depois fica tudo certinho, principalmente depois de umas taças de espumante, hehehe! (Já vou dizendo que as fotos são do celular. Pardon!)

Para começar a esquentar a noite, pedimos o espumante argentino Nocturno Rosé Brut. Que marravilha!!! Um espumante elegante, equilibrado e muuuito saboroso.

Gostei do cardápio. Suscinto, mas com um leque de opções para agradar gregos e troianos: filé, peixe, massa. Com um detalhe: preços acessíveis, na faixa dos trinta e pouco reais. Bom, né? Rs. E, olha, tudo delícia!!! Super aprovei.

Eu belisquei uma entrada ou outra do pessoal que havia pedido, estava ok. Um bolinho de risoto de funghi e brusqueta de abobrinha. Gostosos.


o





Vamos aos principais. Eu fui de filé ao molho de cogumelos acompanhado de risoto de gruyere. Ai que delícia!!! Tava muito bom mesmo. O filé naquele ponto, do jeitinho que gosto, mais para mal passado. Parfait!




Júlia foi de ravioli de bacalhau ao molho pesto. Claro que eu experimentei. Estava muito bom mesmo. Quero voltar lá só para comê-lo.




Sissi foi de filé com aspargos e feijão branco. Ela aprovou. Experimentei o feijão, estava bem temperadinho, uma delícia!




O Santé 13 agradou pelo ambiente charmoso e pela comidinha delícia. Um ótimo lugar para ir a dois e com os amigos.

Santé para o Lauro e pra todos nós!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Argo + Alanis Morrissette + Baron Philippe de Rothschild

Poxa vida, estou há mais de um mês sem escrever no blog. Meu queridinho estava abandonado :(

Não que eu tenha deixado de viver as coisas boas da vida. Isso, jamais! Hehehe. Mas, é impressionante, a rotina nos consome meeesmo. Fazemos tantas coisas ao mesmo tempo, temos que dar conta de um bucado de tarefas e mal percebemos que lá se foi a semana, o mês, o ano... ui!!! E o fim do ano já chegou, afff.... e o que fizemos da vida, hein? Ou o que a vida tem feito da gente? Rs.

Muita coisa registrei aqui, mas, a falta de tempo, a prioridade em outros projetos/objetivos não me permitiram vir aqui com a frequência que tanto gostaria e, portanto, muita coisa legal que eu vivi e senti está registrada só na minha memória. Não tem problema não, ainda tenho uma vida inteira pra viver e coisas fantásticas, especiais e maravilhosas sempre irão acontecer e, portanto, nunca me faltará assunto pro blog. Amém. Assim espero, rs. Contudo, o que espero mesmo é ter tempo suficiente pra poder vir aqui registrar o que ando vivendo por aí, rs. Vamos ver o que 2013 reserva...

ARGO



Então que despretensiosamente fui ao cinema assistir ao filme produzido por Ben Affleck e George Clooney, que, por sinal, mandaram muito bem. Um belo suspense contando uma história real. O filme nos prende do começa ao fim, com momentos tensos e emocionantes. Adorei!

Em 1979, a Embaixada dos EUA no Irã foi invadida por manifestantes em razão dos EUA ter dado asilo político ao Xá Reza Pahlevi. Todos os funcionários foram feitos reféns, mas, de certa forma, estavam seguros, pois o mundo inteiro estava acompanhando o caso. Acontece que seis funcionários conseguiram fugir durante a invasão e pediram proteção à Embaixada do Canadá. Fora da Embaixada, eles corriam grandes riscos de vida. Então que um especialista da CIA, Tony Mendez, planeja um resgate, que envolve o mundo de Hollywood na produção de um filme, com o intuito de tirá-los do país sem serem descobertos, caso contrário, seriam executados em praça pública. Inacreditável! Essa história ficou em sigilo até 2007, quando então o Presidente Bill Clinton a tornou pública.

Vale muito a ida ao cinema! E acho que vem Oscar por aí... o filme é muito bom mesmo!


ALANIS MORRISSETTE





O mais novo trabalho de Alanis Morrissette, Guardian, está show!!! A música que dá nome ao álbum é lindaaa! Sabe quando você fica repetindo a música várias vezes? Pois então, eu estava desse jeito, rsss. Há alguns meses venho escutando esse CD, sempre. Porque está uma delícia, super vibrante! Alanis escreve em sua música o que ela vive e sente (acho que temos algo em comum, rsss), portanto, esse seu mais novo trabalho continua sendo ela, como sempre foi em seus trabalhos anteriores e, dessa vez, passa uma mensagem bem otimista em relação à vida. Muito, muito bom!!!

Música Guardian:



BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD





Que vinho divino... Trata-se de um francês Pinot Noir 2010. Um vinho que tive o prazer de degustar comigo mesma, rs, ao som de Diana Krall. É um vinho correto na acidez e no álcool (a entendida, até parece, hahaha), refrescante, delicioso!!! Adquiri na Super Adega.

Pays D'oc (como está escrito na parte de cima do rótulo) identifica os vinhos produzidos na região de Laguedoc, sul da França. Nessa região, são cultivadas uma variedade enorme de uvas. É a maior região produtora de vinhos da França e com os melhores preços. Os entendidos dizem que não se produz por lá nenhum vinho majestoso, mas é possível desfrutar de vinhos muito bons.

Muito bom!

domingo, 4 de novembro de 2012

Grand Cru

Comemorar os aniversário dos amigos... amoooo! Porque a vida é pra ser celebrada, sim senhor! E a aniversariante do dia era a querida Sissi.

Há muito tempo a Adriana Gomide me fala do Grand Cru, ela já havia me chamado algumas vezes para ir lá, mas, enfim, nunca dava pra eu ir. Ao me perguntarem em qual lugar iríamos comemorar o niver da Sissi com a tchurma, nem pensei duas vezes, já tinha o local na ponta da língua, rs.

O restô funciona em meio a uma adega, nos proprocionando um ambiente adorável, rústico, que me despertou uma vontade de ficar muitas horas ali.



Um cardápio suscinto, que me pareceu muito apetitoso, tudo me chamou atenção. No almoço, eles oferecem um prato executivo (entrada + prato principal) por 39 reais, além dos pratos fixos do cardápio.

Como se tratava de uma comemoração, começamos os trabalhos com o rosê nocturno brut, que é simplesmente delicioso. Um brinde à Sissi!!!



No executivo, sempre há duas opções de prato principal, que variam no decorrer da semana. Nesse dia, as opções eram: salmão com arroz cremoso de limão e filé paillard acompanhado de fettuccine. Queríamos muito comer o filé paillard, só que acompanhado do arroz cremoso de limão. Gentilmente, nosso desejo foi uma ordem e a ordem dos fatores foi alterada, rs. Acabou que cada um pediu uma coisa e todos super aprovaram os pratos. Amei o arroz cremoso de limão. A comidinha bem temperada, muito sobarosa.



Saladinha como entrada - bem gostosinha! O molho deu um toque especial.

Filé paillard acompanhado de fettuccine. O André, que provou desse prato, disse que o alho estava bem acentuado na massa, mas como ele gosta muito, agradou em cheio.

Esse era o meu... que arroz cremoso maravilhoso!!! Será que consigo fazer um desses em casa? Quero correr o risco, rs.


E ao comentarmos que havia uma aniversariante na mesa, o garçon ofereceu uma sobremesa. Era um cheesecake de frutas vermelhas. Normal, nada excepcional. Ok, o que importa mesmo é a cortesia da casa e os votos de muitas felicidades dados pra aniversariante!!!




Amei o lugar, a comida... quero voltar lá o quanto antes!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Peixe na Rede

Em homenagem à minha grande amiga Alê, que está soprando velinhas hoje, segue um post de um almoço delicioso (seja pela comidinha, seja pelas companhias) que vivi ao lado da família dela. No fim de semana que aconteceu esse almoço, meses atrás, a Mamadi - como chamamos carinhosamente a mãe dela, Dona Noeli - e o seu irmão, Elder, vieram pra Brasília e, então, combinamos uma almoço tipo família, rs, família feliz - que fique claro! Claro, levei minha irmã a tiracolo. Sinto-me muito feliz em poder registrar nesse meu espaço momentos como esse.

Amiga, parabéns!!! Que o Papai do Céu a ilumine e que você realize todos os seus sonhos. Você merece!!!

Vamos agora falar das comidinhas. Antes mesmo do Peixe na Rede virar esse restaurante de sucesso - sim, lá está sempre lotado -, eu já frequentava uma lojinha que eles tinham na 308 norte, onde eram vendidos pratos congelados, inclusive o bolinho de peixe. Costumava comprar os bolinhos para fritar em casa. Tuuuudo de bom!!! Simplesmente delicioso. Por isso, sempre que vou lá não deixo de pedir como entrada essas coisinhas redondinhas, impregnadas de muito sabor, rsss. Amooo!





Os donos do Peixe na Rede têm um criadouro de tilápia, portanto ele é quem reina nos pratos. Grelhado, frito, na moqueca, ao molho, do jeito que você quiser ele vem... e detalhe, vem com muito sabor. Meeesmo. De verdade. Teve uma época que eu comia muito a moqueca, deliciosa!!! Das últimas vezes, tenho variado e sempre fui muuuito feliz nas minhas escolhas, é porque acho que ali não tem como nada vir errado. Lá me faz lembrar aquela história da comida simples, que é extremamente confortante, porque tem alma, tempero, vida, sabor!!! Bem do jeitinho que eu gosto... E o precinho é muito amigo.

Gentem, de quem era esse prato super light? Hehehe! Acho que era da minha mana... Era? Isso que dá escrever um post meses depois, rs. Olha que carinha boa. Hummm!




Acho que esse foi o da Mamadi:





Aaaahhhh! E esse era o meu... lembro-me bem dele!!! Hahaha!!! Delícia, delícia, delícia!!! Filé de tilápia grelhado ao molho de camarão com curry (adoro sabores picantes), acompanhado de legumes e arroz com brócolis. Os acompanhamentos é a gente quem escolhe.





A Alê pediu bacalhau. Lembro-me dela ter dito que estava gostoso. Sim, lá tem essa opção para aqueles que de repente não curtem muito uma tilápia. E acho - não tenho certeza - que lá tem frango para quem não é de peixe.





Em um dia tão especial assim, fizemos questão da sobremesa. Alê e eu fomos de sorvete de queijo canastra com calda de goiabada. A Alê gostou, eu achei que faltou sabor, estava meio sem gracinha. A calda poderia estar com o sabor mais apurado da goiaba. Minha irmã foi de petit gateau, acho, não tenho certeza (afff... hoje estou triste, rs), que ela aprovou.







Fotinho da tchurma:




Lindos!!!



Almoço delícia ao lado de pessoas adoráveis!!!

domingo, 21 de outubro de 2012

Caravaggio + Intocáveis

Caravaggio

A exposição com alguns quadros do pintor italiano Caravaggio, que viveu no século XVI, veio até Brasília, ficou por um curto período, e lá fui eu conferir. Como estou numa fase meio louca da vida, não tinha planos de ir, embora a curiosidade e o desejo por tais assuntos sejam sempre uma constante. Mas, ao comentar com uma amiga sobre a exposição, ela que já tinha visto algumas obras dele em Londres, falou que era obrigatória a ida. Então tá, vamos, né? Rs.

Ainda bem que eu fui! Acordei super cedo no feriado do dia 12 de outubro, após ter dormido somente duas horas, por conta do show do Alceu Valença (amo!), para ir conferir as obras desse gênio que é considerado o artista dos artistas. A exposição atraiu muitas pessoas e as filas estavam quilométricas. Nossa intenção era chegar cedo pra não esperarmos muito. Deu certo! Esperamos um pouquinho só. Parabéns à organização, havia à disposição dos curiosos (rs) água e cadeira enquanto esperávamos. Depois que saímos, a fila estava dando voltas e mais voltas. Muito legal o interesse das pessoas pela arte.


Medusa - essa foi a obra que mais me fascinou


Pois bem, sobre as obras. Caravaggio é famoso por utilizar-se da técnica claro-escuro. Suas obras são de um realismo impressionante, o que faz com alguns digam que elas - as obras - antecederam à fotografia. De fato! É muito real, verdadeiro, como se estivéssemos diante de uma foto. Além do mais, seus quadros possuem uma forte carga dramática, como se nos contasse uma história. Pois veja se não é:



São Jerônimo que escreve


Veja esse trecho da Revista Bravo que publicou uma matéria especial sobre ele, em que é possível compreender um pouco desse genioso artista: "O realismo e a teatralidade de suas telas, contraditórios e complementares, expressados no vigor de seu claro-escuro, confundem-se com sua turbulenta vida pessoal, caracterizada por violência e impulsividade. Arruaceiro, excessivo, Caravaggio amargou muitas prisões e, em 1606, tornou-se um fugitivo, condenado à pena capital após ter ferido de morte com uma espada o nobre Ranuccio Tomassoni, em uma disputa por causa de um jogo".

Super valeu conferir a exposição!


Intocáveis


Mesmo estando em busca de alguns objetivos, abrindo mão de algumas coisas que gosto muito de fazer, acho fundamental vez ou outra me proporcionar momentos que me são caros. E ir ao cinema é um deles! Alguns amigos haviam me falado muito bem dessa produção francesa, que está fazendo o maior sucesso no mundo todo. Daí que eu quis muito assisti-lo. E adivinhem? Lá fui eu!!! Rsss.




Intocáveis é o tipo de filme que me faz lembrar o porquê de eu tanto amar a sétima arte. Divertido, delicioso de se ver! Baseado em uma história real, ele nos conta a história do Driss, um africano que mora em Paris, que vive à margem da sociedade, cometendo um crime aqui outro acolá, e que vai trabalhar para o tetraplégico Philippe, um homem riquíssimo, extremamante culto. Desse encontro, há uma troca do universo de ambos. Momentos hilários e emocionantes fazem desse filme uma produção ímpar, o tipo do filme que não se quer que acabe. Imperdível! 

domingo, 30 de setembro de 2012

Soho e o seu menu executivo

Continuando nossa aventura pelos restôs japoneses, rs, minha irmã e eu fomos ao Soho para experimentar o menu executivo. Além de irmãs, somos grandes amigas, e amamos estar juntas. Sempre que a gente vai pra rua resolver alguma coisa, usamos isso como pretexto pra sentarmos em algum restô bacana e, assim, podemos desfrutar as nossas companhias fazendo uma das melhores coisas da vida: comer bem!!! Gosto muito desse lance de gastronomia, tenho uma verdadeira paixão, por isso, sempre que possível, vou a restôs, simples ou sofisticados, não importa. O meu interesse é pelo sabor, pela comida, que é feita com alma e com o coração tb!!!

Antes de falar das comidinhas, não posso deixar de registrar o meu encantamento pelo Pontão. Já falei por aqui, lá é um dos meus lugares preferidos em Brasília. Acho que é pelo fato de me relembrar aquele clima delicioso de praia. Sou louca pelo mar, é uma outra grande paixão minha. Gosto do mar pra tomar banho, pra apenas ficar olhando, refletindo sobre a vida ou simplesmente maravilhada com a grandiosidade da natureza. Enfim, quando estou perto do mar, sinto-me mais perto de Deus, sinto-me mais em paz com o Universo, sinto-me mais feliz!!!





Vamos aos trabalhos. É o seguinte. O menu executivo do Soho acontece de segunda a sexta, por R$ 55,90. É muuuito bem servido, assim... não dá pra comer tudo, rsss (bem, eu não consegui). De entrada, tem o tataki, gyoza e harumaki tradicional. Esse último estava muito delicioso.





Depois, chegaram os sashimis de salmão, anchova e robalo com raspinha de limão, que dá um toque muito especial. Delícia!!!

  

Em seguida, chegaram os sushis. Estavam ok.




 Depois, vieram os hot roll, que é feito com salmão, kani, cream cheese e molho tarê. Então, não gostei... além de enooormes, muito complicado de comê-los, o sabor não estava legal.





Aaaaahhh! O que ganhou o meu coração: soho maki!!! Salmão maçaricado, cream cheese e molho levemente picante com camarão. Queria ter comido mais uma dúzia deles, rsss.




Por último, veio o Yakiosoba. Além de não estar com a aparência legal, também não estava gostoso. :(




Dispensamos o Temaki e os robatas, afinal, já estávamos pra lá de satisfeitas. Conclusão: o menu executivo é razoável, mas não volto mais no Soho para comê-lo. Certamente voltarei lá, até porque adoro o ambiente, coisa e tal, mas pretendo ir lá pra desfrutar outras opções do cardápio. Acho que a cidade tem vários restôs que oferecem um buffet delicioso e mais incrementado e pelo mesmo preço. É isso!!! 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Desfazendo-me

E de repente meu conceito de felicidade mudou. Tudo aquilo que eu precisava para ser feliz desapareceu. Tudo aquilo que me prendia, que me roubava a tranquilidade, por acreditar que era aquilo o meu bem estar, se foi. Foi uma questão de segundos. Foi uma pequena observação de um fato isolado da vida. Nunca pensei que poderia quebrar paradigmas, se desfazer de certas crenças tão facilmente e rapidamente. Foi como um passe de mágica. Surpreendentemente libertador. E que sensacional poder começar a sentir a vida por outro ângulo, mais suave, mais leve, mais calmo. Foi apenas perceber a intensidade de uma pessoa, que vive a simplicidade, que tem um sorriso meigo, cuja felicidade, por nada, me espanta. Esse momento fez por mim o que inúmeras sessões de terapia não conseguiram. Subitamente, eu saí de dentro de mim. Mas, voltei. E quando voltei, o mundo era de outra cor, muita coisa não importava mais. O meu andar passou a ter outro compasso e percebi, então, que eu já tinha tudo. Tudo já estava dentro de mim. Passei a me admirar e ver que eu era tão incrível como aquela pessoa  e tantas outras que estão em paz consigo por apenas existirem. Mesmo parada, eu voei. Mesmo fazendo as mesmas coisas, tomando o mesmo café, percorrendo os mesmos caminhos, deparando-se com os mesmos e mesmas de todo santo dia, uma liberdade tomou conta de mim – nesse instante o mundo até parou - e eu nunca fui tão eu e, desde então, tenho desejado nunca mais estar longe do quem estou destinada a ser. Não foi necessário gritar, enlouquecer, correr. Foi um segundo de silêncio, como se Deus estivesse expressando sua perfeição naquele momento. Desfazendo-me... Encontrando-me... É como estou.

domingo, 23 de setembro de 2012

Kojima

Minha irmã e eu tiramos um dia pra resolver um milhão de coisas, especificamente aquelas que vamos deixando pra "um dia, quando eu tiver tempo, eu resolvo isso". E não é que o dia foi super produtivo? Conseguimos resolver muitas coisas, dar uma organizada na vida e, no final do dia, a sensação de dever cumprido é muito gratificante. Maaaasss, apesar da loucura que foi o dia, arranjamos um tempinho para nos darmos um momento de prazer. E adivinha? Sim!!! Fomos parar em um japonês, afinal somos as irmãs que amam desbravar os restôs japoneses da vida, rs.

Há um bom tempo que ouço falar super bem do Kojima (não sei como ainda não tinha ido antes). Vários amigos já tinham indicado lá. E feliz surpresa! Ele entrou para a lista dos japoneses favoritos.




Primeiramente, quero registrar o excelente atendimento. Gente bem humorada é outra coisa. Como é bom se deparar com pessoas que esbanjam sorrisos, alegria e boa-vontade!!! Pra quê tentar viver a vida de outro jeito? Os garçons, além de simpáticos, foram muito prestativos.

Aprendi que o ideal ao ir a um restô pela primeira vez, isto é, se quiser ser feliz, é pedir as especialidades da casa. Afinal, a especialidade da casa significa de fato que aquele determinado prato é a especialidade da casa!!! Rsss. É mesmo??? Desnecessária tal explicação, né? Rs. Mas, só quis frisar que a especialidade costuma ser o que de melhor o restô tem pra oferecer. Isso implica que as chances de fazermos um pedido feliz é certeiro, sem maiores decepções.

O shakemaki de camarão e o sushi tropical, algumas das especialidades, caíram na nossa graça e comemos muuuitos deles. Maravilhosos!!! O shakemaki consiste em enrolados com salmão maçaricado, recheado com tempura de camarão e cream cheese. O sushi tropical leva um toque de pimenta que dá um sabor muito especial deixando-o simplesmente delicioso. E o tataky no gergeliko (massa crocante de gergelim com salmão e cebolinha)? Também incrível de saboroso.  





O hot philadelphia foi outro que nos deixou muito felizes e, desde então, passei a achar que todos os hots deveriam ser feitos daquele jeitinho, sem arroz, pequenininho, muito gostosinho. Aliás, há tempos já descobri que me agradam mais os sushis menores, que nos permitem comê-los elengatemente, sem encher a boca e fazer um esforço sobre-humano para mastigá-lo, rsss.





Pra não dizer que foi tupo perfeito - e devemos ter sabedoria suficiente pra compreender que na vida nada, de fato, será perfeito (conseguiremos ser mais felizes se tivermos essa compreensão) -, o único que não nos agradou foi o camarão na concha. Quando o garçom me explicou como ele preparado, meus olhos brilharam e eu fiquei louca para experimentá-lo: camarão ao molho de alho poró gratinado com queijo parmesão. Mas, não estava nada legal, não ficou gostosa a combinação, sei lá... não rolou!





Felizes, saímos de lá dispostas e bem humoradas pra uma tarde de afazeres que nos esperava. Nota 10 pro Kojima!!!



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mudanças


Mudanças sempre trazem consigo um q de perturbação. Um silêncio, uma angústia, um medo. São as incertezas? Mas que certezas temos? É enigmático. Não se sabe nada sobre o amanhã. É tudo muito imprevisível. É um tanto esperançoso confiar que será melhor. Mudança de casa... mudança de vida... mudança de pensamentos... Uma introspecção sobre o que sou e sobre o que eu não quero ser. Abnegar de todas as vaidades... mudar. Mudar para melhor. Tentar ser melhor. Ser um pouco mais gente. Ou ser menos gente prepotente. Mudanças de dentro pra fora. É, é bom sim. Mudanças são perturbadoras, mas são necessárias. Acrescentam. Fazem parte da evolução. Não há como prosperar se não houver mudança. Olhar pro novo, se admirar com o desconhecido, se encantar com o inédito. É uma perturbação, que vira um pouco felicidade. E aos poucos vai trazendo um conforto, uma paz... uma calma... tudo vai se ajeitando... o tempo vai passando... a alma se aquietando.

domingo, 2 de setembro de 2012

A salada maravilhosa da Pizzaria Valentina

Ninguém fica sonhando em comer uma salada, né? Temos desejo por outras comidas, tipo uma massa, uma picanha, uma bacalhoada, uma feijoada, mas salada??? Aí não, né? Rsss. Só que eu descobri uma salada há um tempinho e, juro por Deus, volta e meia me desperta um desejo enooooorme de comê-la de tão saborosíssima que ela é!





Lá na Pizzaria Valentina (já fiz post) é que se encontra essa incrível salada. Simplesmente deliciosa. Uma refeição completa, ela sozinha basta. Embora sempre que a peço, acabo comendo pizza depois, mas só por gulodice mesmo. Ela vem muito bem servida, você come, come, come e não acaba mais nunca, hahaha!





Alface, rúcula, tomate caqui, abobrinha, beringela, presunto parma, muçarela de búfala, parmesão etc. Por cima, um molhinho dando um toque saboroso. A abobrinha é levada ao forno com uma pasta de alho e a beringela é meio adocicada, não sei como é preparada. Acho que esses dois ingredientes são o segredo da salada, que a deixam tão especial e diferenciada.

Uma saladinha, com muito sabor, pra deixar o corpo leve. Agora que o calor chegou com tudo, não há nada melhor que uma refeição light e refrescante. Hummmmm!!!