quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Resistência

Um amigo em passeio à Patagônia Argentina, adentrou em uma livraria e pediu ao atendente que indicasse alguns livros de autores argentinos. Um deles foi A Resistência de Ernesto Sabato. Meu amigo ficou inebriado com a leitura, achou o livro simplesmente fantástico (detalhe: ele leu em espanhol). De volta ao Brasil, próximo ao Natal, ele resolveu me presentear com um exemplar. Curiosa que sou, depois de tantos comentários fascinantes que ele fez em relação ao livro, de imediato me pus a lê-lo. Li em uma semana, leitura fácil, rápida, fluente. O meu exemplar era em português, ainda bem! Rs. 



O autor faz uma crítica ao mundo contemporâneo, analisando os atuais valores. Numa visão totalmente humanista, Ernesto Sabato nos propõe um mundo mais solidário.

No primeiro parágrafo do livro, ele já demonstra sua decepção com o mundo e a esperança de dias melhores: "Há certos dias em que acordo com uma esperança demencial, momentos em que sinto que as possibilidades de uma vida mais humana estão ao alcance de nossas mãos. Hoje é um desses dias."

O livro nos faz refletir sobre o louco mundo em que vivemos, no qual cada vez mais estamos longes da paz, da tranquilidade, longes de nós mesmos. Estamos alienados, totalmente influenciados e manipulados pelos meios de comunicação. E acreditamos piamente que precisamos deles para estarmos instruídos, antenados, vivos! Quanta loucura, não? Rs.

"É urgente reconhecermos os espaços de encontro que podem nos salvar de ser uma multidão massificada assistindo isoladamente à televisão. O paradoxal é que essa tela nos dá a sensação de estarmos ligados ao mundo inteiro, quando na verdade ela nos rouba a possibilidade de convivermos de forma humana e, o que é igualmente grave, nos predispõe à abulia. Tenho dito em muitas entrevistas, em tom de ironia, que "a televisão é o ópio do povo", alterando a famosa frase de Marx. Mas de fato acho que estamos ficando entorpecidos diante da tela, e mesmo quando não encontramos nada do que procuramos, continuamos lá, incapazes de nos levantar e ir fazer algo de bom. Ela nos tira a vontade de trabalhar em algum artesanato, de ler um livro, de fazer um conserto na casa enquanto se escuta música ou se toma um mate. Ou de ir ao bar com um amigo , bater papo com alguém da família. É um tédio, um fastio que nos acostumamos "por falta de coisa melhor". Ficar sentado monotonamente diante da televisão anestesia a sensibilidade, torna a mente lerda, prejudica a alma".

"Vi em alguns filmes que a alienação e a solidão têm chegado a tal ponto que as pessoas tentam se amar por meio de um monitor. Isso sem falar nessas mascotes artificiais inventadas pelos japoneses, nem sei como chamam, que a pessoa cuida como se tivessem vida, porque manifestam "sentimentos" e é preciso falar com elas. Quanto lixo! E como é trágico pensar que essa é a maneira que muitas pessoas têm de expressar seu afeto!"

"Nem o amor, nem os encontros verdadeiros, nem mesmo os profundos desencontros são obra do acaso, e sim algo que nos está misteriosamente reservado. Quantas vezes na vida me surpreendeu a maneira como, entre multidões de pessoas que existem no mundo, acabamos encontrando aquelas que de algum modo possuíam as tábuas do nosso destino, como se pertencêssemos a uma mesma organização secreta, ou aos capítulos de um mesmo livro! Nunca pude saber se reconhecemos essas pessoas porque já as procurávamos, ou as procuramos porque elas já rondavam nosso destino" (Acho que esse foi o trecho mais lindo do livro. Lindo! Lindo! Lindo!)

"Uma coisa notável é o valor que aquela gente dava às palavras. De modo algum eram uma arma justificativa. Hoje todas as interpretações são válidas, e as palavras servem mais para nos desonerar da responsabilidade sobre nossos atos do que para responder por eles".

"Temos de reaprender o que é satisfação. Estamos tão desorientados, que achamos que satisfazer-se é ir às compras. Um luxo verdadeiro é um encontro humano, um momento de silêncio diante da criação, fruir de uma obra de arte ou de um trabalho bem-feito. Satisfações verdadeiras são aquelas que embargam a alma de gratidão e nos predispõem ao amor. A sabedoria que meus muitos anos de vida me trouxeram e a proximidade da morte me ensinaram a reconhecer a maior das alegrias que podemos ter na vida, embora ela não seja possível quando a humanidade passa fome e tem de suportar os mais atrozes sofrimentos".

Incrível, não?



Ernesto Sabato é físico, mas, há algum tempo, vem se dedicando à literatura. Em 2011, completou 100 anos, quando, então, concebeu esse livro.

Leitura super recomendada!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Dona Lenha e a Cozinha Mediterrânea

A Cozinha Mediterrânea é tão rica e tão diversificada, que é impossível fazer um breve resumo dela (foi o que percebi fazendo a minha singela pesquisa).

O Mediterrâneo inclui os seguintes países: Grécia, Itália, Espanha, Iouguslávia, França, Albânia, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Turquia, Israel, Síria e Líbano. São muitos países, o que justifica a enorme variedade de alimentos, temperos e receitas dessa maravilhosa cozinha.
Países do Mediterrâneo - Parede do Dona Lenha da 413 norte
É sabido que a cozinha mediterrânea é famosa pelos benefícios que sua dieta traz. Quando se pensa nela, somos remetidos ao azeite, peixes, legumes, frutas, ervas, tudo muito saudável. Contudo, não podemos nos esquecer dos pães, afinal, o trigo é muito consumido naquela região. Graças ao clima, há uma variedade de alimentos, tais como azeitona, uva, tomate, grão-de-bico, para citar os mais famosos, e muuuitos outros. Os povos dessa região são verdadeiros consumidores de vinhos, azeites, peixes e queijos (quanto bom gosto, não?). O que explica, razoavelmente, a longevidade  de vida, afinal, são encontrados muitos antioxidantes nesses alimentos (exceto pelo queijo, eu acho).

E as ervas? Orégano, alecrim, tomilho, hortelã, louro, apenas citando algumas. Não há dúvidas de que as ervas ajudam a realçar os sabores dos alimentos, incrementado os pratos, além de perfumá-los. A cozinha mediterrânea usa e abusa delas. Um bom chefe sabe usá-las na medida certa, de modo que apenas nos faça lembrar que há algo a mais no sabor, não pode jamais ser predominante, pois corre o risco de ser um verdadeiro desastre (me senti a própria chefe de cozinha agora, hahaha!). Eu sou daquelas que quando vou preparar algum prato, saio colocando um pouquinho de cada erva (compro todas que vejo por aí), o que é um erro, pois elas não combinam com tudo. É preciso saber com qual alimento determinada erva irá combinar. (Tá bom, eu não farei mais isso!rs)

O bom dessa história toda é que temos todos esses alimentos no nosso país. Quantos de nós levamos uma dieta mediterrânea sem saber, né? Rs.

Essa introdução toda foi pra contar do restaurante que eu fui com uma amiga, o Dona Lenha, que tem uma cozinha mediterrânea. Volta e meia estou por lá. Acho o ambiente muito agradável, alegre, e a comida é bem gostosinha.

O couvert é uma delícia: queijo de cabra (deliciosissímo), azeitonas, antepasto de berinjela e de trigo com nozes. Tudo muito mediterrâneo mesmo!


Como boas meninas que somos, pedimos uma salada, a Dona Lenha, vem alface, rúcula, agrião, tomate, atum, muçarela de búfala e tomate cereja, com um molhinho bem bom.


Minha amiga foi de filé à parmegiana com fettuccine, que levava tomate cereja e manjericão. Ela gostou bastante. Eu já comi o parmegiana de lá e é muito bom mesmo. É enooorme!



Eu fui de Baby Beef (o miolo da alcatra). De acompanhamento, pedi um purê de batata baroa com alho e tomilho e ratatouille (legumes refogados, prato típico da França). O ratatouille estava ok. Então... o Baby Beef... serei justa, ele também estava ok, só que impregnado de alecrim. Eu AMO temperos, mas o alecrim... descobri que não faz meu tipo, não mesmo. No cardápio, dizia apenas: grelhado e fatiado, manteiga café de Paris. O alecrim é daqueles temperos bem insinuantes, não rolou. Que pena!




O Dona Lenha virou uma franquia e está espalhado pela nossa cidade: 413 norte, 202 sul, Gilberto Salomão, Águas Claras e não sei mais aonde, rs. Já experimentei as pizzas de lá e é uma delícia, massa fina, do jeitinho que eu gosto!

Ambiente agradável pro dia e pra noite também!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas

Histórias Cruzadas é um daqueles filmes lindíssimos, que mexem com a gente,  que nos deixam sensibilizados e, ao mesmo tempo, indignados com o preconceito racial. O racismo já foi tema de muitos filmes, mas, nesse, tal assunto foi exposto por uma outra vertente: a mulher negra, como empregada doméstica, que cuida das crianças brancas como se fossem seus filhos, e sofre as mais diversas humilhações. A história se passa nos EUA, mas é uma história também muito familiar da realidade brasileira, resquício da época da escravatura. Quantas famílias não tiveram suas "escravas" negras?





O filme tem muitos clichês, contudo, ainda assim, não o impede de ser um grande filme. Achei excelente! Concorre ao Oscar como melhor filme (e dos que já vi até agora, foi o que mais gostei, melhor que O Artista) e na categoria de melhor atriz pela atuação de Viola Davis, que, de fato, está fantástica.

Pensando melhor, aos que concorrem ao Oscar como melhor filme, não sei se tenho meu favorito. Amei Meia Noite em Paris e Os Descendentes também. Meia Noite em Paris é um filme mais introspectivo, mais filosófico, já Os Descendentes é mais realista, ninguém é herói ali (tem post sobre ele aqui no blog). Histórias Cruzadas, por sua vez, coloca algumas personagens na condição de heroínas e é um super drama, típico filme para levar o Oscar. A Árvore da Vida é um filme super diferente, difícil de ser compreendido e tem como proposta a máxima "cinema como arte". Lembro-me de que quando fui assistir muuuitas pessoas saíram no meio do filme, hahaha. Eu gostei depois de conversar com vários amigos e entendê-lo melhor, rs. O Artista é super bonito e encanta por contar a história do cinema mudo, lá na década de 20 (tenho post sobre ele). Os demais - O Homem que Mudou o Jogo, Cavalo de Guerra, Tão Forte e Tão Perto e A invenção de Hugo Cabret - ainda não tive a felicidade de vê-los. Domingo saberemos o que vai dar. (Esse parágrafo foi Izabel em A Crítica de Cinema, hahaha, até parece...).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Café Savana

Almoço durante a semana com os amigos é sempre corrido, mas é igualmente prazeroso. Estar em um bom restaurante, comer bem são prazeres maravilhosos, mas bom mesmo é desfrutar a companhia das pessoas que a gente gosta. E no meio da semana, apesar da correria por conta do trabalho, é como um sopro lembrando-nos de que viver vale a pena e que estamos nesse mundinho para sermos felizes. Daí que combinei com um amigo e minha irmã de almoçarmos em um lugarzinho perto do trabalho, que fosse rápido e simples. Meu amigo sugeriu o Café Savana.





No almoço, há sempre duas opções. Observei que durante a semana as opções são frango e filé. Fim de semana rola um bacalhau, uns pratinhos mais incrementados. No dia que fomos, o menu era frango e estragão e filé com brócolis e alho. Os acompanhamentos são arroz, batata, salada e  legumes, podendo escolher dois. Eu fui de filé e pedi arroz e batata. Arroz e Batata??? Pois é, isso mesmo, arroz e batata. Meu amigo foi de frango e também... arroz com batata!!! Depois que o garçom foi embora, ficamos indignados com o nosso pedido e nos questionando o porquê de arroz e batata. Meus Deus, para quê colocar dois carboidratos? Que maluquice!!! Rs. Ou se pede arroz ou se pede batata. Tentamos, em vão, mudar os acompanhamentos, mas já era tarde. O garçom vendo nossas caras de frustrados, trouxe-nos um pratinho com salada. Que gentileza!








O prato da gentileza!

Minha irmã, como boa menina que é, foi de frango com SALADA e batata. Ah sim, agora sim!


A comida é simples, bem temperadinha e gostosinha. O arroz que achei meio feio, faço um beeem melhor! Rs. O pãozinho de entrada é delícia, macio e amanteigado.


O Café Savana fica na 116 norte. O valor dos pratos varia de 25 a 30 reais. Já fui outras vezes lá e experimentei umas tortas salgadas que são bem gostosas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Artista - o encanto genuíno do cinema!

Não que eu pudesse (nem deveria), mas me dei o luxo de ir ao cinema em plena segunda de uma semana normal. Pois é, luxo, para mim, não é andar de bmw ou morar no metro quadrado mais caro de Brasília (isso tudo é demais, sem dúvida, rs), mas sim permitir-se fazer o que gosta. Tenho muito dedicação na hora de atender as minhas vontades (sim, eu me mimo! Eu mereço, rs).  E ir ao cinema sempre tem um gostinho muito especial para mim. Amo! Muito bom ir no meio da semana (ou no início, o que foi o meu caso), sem correr risco de pegar filas enormes ou shoppings lotados.

Essa minha ida ao cinema em plena segunda também se deu pela louca vontade de assistir O Artista. Estava mega curiosa e ansiosa para assisti-lo. Fui pensando: como será assistir um filme mudo em preto e branco? Que sensação terei? Daí que fui o mais rápido possível conferir.

Em um primeiro momento, fiquei desconfortável com a falta de diálogos, estava sentindo falta de algo a mais. Mas, isso foi só no começo mesmo, porque a história é tão dinâmica, que rapidamente se está facilmente entretido com o enredo do filme.




O Artista conta a história de um ator, George Valentin, que fez muito sucesso com filmes mudos e que não encontra espaço na era do cinema falado, isso em 1920. Na verdade, ele não aceita o novo e, de forma bem triste, vê a sua vida como artista declinar. Aliás, não apenas sua vida profissional, sua vida pessoal também anda de mal a pior. Como toda boa história de cinema, daquelas genuínas, que sempre encantaram o mundo, há um amor sutil, que irá resgatá-lo do fundo do poço e ajudá-lo a reconstruir sua vida. Peppy Miller, atriz que foi ajudada por ele no início de sua carreira, faz muito sucesso nessa nova era, e lhe estende a mão nesse momento tão crucial.



Para aqueles que amam cachorros (anjinhos de Deus), terá um motivo a mais para amar o filme. É que o George Valentin tem um cachorrinho, cuja relação entre eles é daquelas que nos emocionam profundamente. Coisa mais linda de se ver!


O Artista não tem nenhuma história surpreendente, fantástica, incrível. Acho que ele encanta pela simplicidade, por ser daquelas histórias que fez o cinema ser tão amado. Trata-se de uma história bonita, com uma trilha sonora intensa. Fazer um filme mudo em preto e branco na era 3D, onde há tantos efeitos tecnológicos, foi uma daquelas sacadas geniais. Não sei se o grande público irá gostar, esse filme é para aqueles que veem o cinema como arte. 

Fotos via imagens/google.  

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Marietta e Marvin: do saudável ao não tão saudável, com muito sabor! Rs.

Quem não ama Marietta e Marvin? Segue um post delicioso sobre esses irmãos. Feliz carnaval para quem é de carnaval e bom descanso para quem prefere brincar de outras formas, rs. Comer é uma delas, rs.... até depois do feriadão!


Brasiliense que é brasiliente conhece bem o Marietta. E não precisa ter nascido aqui, basta ser um habitante de Brasília de longa data. Lembro-me de, na época da adolescência, revezar entre Mc'Donalds e Marietta. Eu já era uma menina com consciência saudável, rs.

O cardápio do Marietta e do Marvin nos proporciona um lanchinho muito saboroso. No Casa Park e no Iguatemi, podemos desfrutar dos dois ao mesmo tempo, um do lado do outro. Adoro! Assim, há um lado ruim nessa história, não vou mentir. Eu pego os dois cardápios e fico lá me martirizando. Ai meu Deus, será que vou de Marietta e peço um lanchinho light? Ou vou de Marvin, aquele hamburguer dos deuses e mega calórico, acompanhado de batatas fritas? Sinistro! Rs.

Sempre estou no Marietta e no Marvin. Sempre! Eu mereço uma carteirinha de sócia. E só há bem pouco tempo que fui saber que eles têm um cartão fidelidade. Como assim??? Ninguém nunca me falou nada. Rs! Minhas amigas também curtem e volta e meia fazemos um pit stop por lá. Casa Park então, nossa senhora... só dá essa dupla dinâmica saborosa.

PARTE I

Um dia desses, fui parar no Marietta do Park Shopping com umas amigas. Voltamos a ser crianças. Na verdade, nunca deixamos de ser, ela sempre existirá dentro da gente. Para alguns, ela está mais evidente, já para outros ela está quietinha, mais tímida. Nesse dia, deixamos nossa criança interior vir à tona, rs. Havia uns giz de cera e papéis na mesa pra gente desenhar. Fomos nessa! Rs.


A Michelle é praticamente uma artista, kkk!

O Marietta diversifica bem seu cardápio, com as opções dos tradicionais sanduíches naturais, de risotos, de pizzas e de muitas outras coisitas, tudo delicioso! E os sucos? Não conheço nenhum outro lugar que os faça tão gostosos. Gosto muito do nostrosuco (caju, abacaxi e laranja) e abacaxi com gengibre. Amo essas misturas. Eu uso os sucos do Marietta até como remédio. Quando estou gripada, sempre passo por lá e peço um suco próprio para gripe e levo alguns para viagem. Não sei se é psicológico, mas eu me sinto melhor.  


Esse daí é o meu sanduíche natural preferido: strogonoff de carne com ovos. Bom demais!


Amigas lindas do meu core, vocês pediram, então, estão aí nosso fotos. Pena que a Marjorie não estava. Mas lembramos dela, abaixo está a prova, rs.


Eu e Si Palmeira


Michelle, Eu e Si


A prova de que nos lembramos da Marjorie
PARTE II

Momento Marvin (como disse minha irmã, ele é a ovelha negra da família, rs). Uma amiga quis comemorar seu niver com as amigas lá, é porque ela amaaaa o Marvin. Garota de bom gosto! Rs. Fomos todas felizes e contentes. : )

Antes de dar início ao comes do Marvin, tenho que falar de um presentinho que demos pra Thaís: uns brigadeirinhos da Joaquina Gourmet, que são indicados para TPM (hahaha!), como se fossem medicamentos. Eles vêm em uma caixinha escrito TPM, muito original e divertido! (Thaís, depois diga sua opinião sobre os docinhos, viu?)



Todas foram de hamburguer, exceto por mim e pela Fê. Como fomos no horário do almoço, eu pedi um filézinho com molho madeira e pimenta verde acompanhado de arroz e BATATA FRITA (eu sou humana, não sou de ferro, rs). Falarei dessa combinação arroz e batata em um outro post, que já está prontinho. Acho complicado misturar esses dois carboidratos, rs. Estava bem gostoso. Só erraram no ponto da carne. Eu pedi ao ponto mais para mal passada. Ela veio bem passada. Até comentei com uma das amigas dessa dificuldade de entenderem o ponto certo da carne.



A Fê pediu uma salada que levava atum. Ela disse que é uma delícia, bonita ela estava (a salada! E a Fê também!!! Rs).




Os hamburguers são uma coisa de tão deliciosos. Olhem aí as fotinhos!!! Não babem, rsss.






Quase finalizei esse post sem falar das sobremesas. Ia cometer um pecado!!! E a Fabi até falou para não me esquecer delas. Então, vamos lá! Algumas pediram brownie e outras, incluindo eu, pedimos petit gateau. Como bem observou a Thaís, trata-se de um grand gateau. Rs. Tanto o brownie e o petit gateau são enooormes. Não conseguimos comer tudo, a não ser pela Thaís (Thaís, desculpa te entregar, rsss). Estavam deliciosas! E a calda que acompanha é simplesmente fantástica. Ela é meio amarga, ai que delícia!


Brownie

Petit, ops, grand gateau

Ótimos momentos com as amigas!!! E o que é mesmo a felicidade, hein?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quem disse que eu me mudei?

"Não importa que a tenham demolido:
a gente continua morando na velha casa em que nasceu"
(Mário Quintana)



Esse pequenino poema de Mário Quintana me faz pensar o quanto estamos arraigados às nossas origens. Nosso passado é parte fundamental da pessoa que somos hoje. Graças à ele, nos tornamos esse ser único, incrível e contraditório (sim, somos todos uma grande contradição, rs). Podemos superá-lo, amá-lo ou odiá-lo. Não importa, ele sempre estará lá. Se ele não foi o dos melhores, penso que o melhor é fazer as pazes com ele e aceitá-lo, acreditando que tudo nada mais é que um grande aprendizado. Se ele deixou saudades e é difícil aceitar o presente, pense que o novo sempre vem e que a vida nada mais é que uma grande renovação.
Amar o passado, respeitá-lo e deixá-lo ir, simples assim.

Foto via imagens/google.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Jantar com os amigos - Ótimas dicas de comes!

Tudo é motivo para reunir os amigos, ir pra cozinha elaborar delícias, celebrar a vida etc . E sem motivo algum, também é. Aí que é melhor ainda. E esse foi o caso de, em pleno meio da semana, alguns amigos e eu nos reunirmos pra fazermos uma bagucinha muito divertida. 

O bom dessas baguncinhas é que cada um leva uma coisa, dá uma idéia, um palpite aqui e acolá, e acaba dando tudo super certo no final. Eu sou daquelas que adoro ir pra cozinha fazer acontecer. Ao contrário de uns e outros, que prefiro não revelar os nomes (kkk!), acho super divertido e prazeroso pegar receitinhas e tentar reproduzi-las ou, até mesmo, inventar, criar. Nada de ficar encomendando comidinhas, hunf!

Uma amiga sugeriu (feliz ideia!!!) de entrada um quejo brie com geléia. Que delícia!!! Super fácil e prático de fazer. Fica muito bom. Amamos de paixão! É só pegar o queijo, cubri-lo com geléia (o sabor de sua preferência - brie dá muito certo com damasco, mas usamos a de framboesa) e deixar por uns 15 minutos no forno. Depois, só servir com pãezinhos e torradinhas.

Não seja comedido na geléia, pode caprichar, essa quantidade aí foi pouca, depois colocamos mais.


Observe o queijo derretido, hummmmmmmmmmmm!!!

Não paramos por aí não. De entrada, ainda tivemos mais uma delícia. Foi entrada ou foi prato principal? Não sei definir bem, hehehe. É porque estava tão incrível e comemos tanto, tanto, que poderíamos tranquilamente ter parado nela, rsss. Alguns amigos desse encontro estiveram em alguns países da Ásia ano passado (Tailândia, Laos, Vietnã e não sei mais qual, rs) e então eles tiveram a ideia - daquelas sensacionais - de fazer uns rolinhos de papel de arroz (isso mesmo, papel de arroz). Fizemos rolinho de queijo e de primavera. Ficaram maravilhosos! Gostei demais da conta. Esse papel de arroz tem um sabor muito específico, só experimentando para saber. Muito bom! É bem fácil de fazer também. Pegue uma folhinha, molhe-a para deixá-la flexível, coloque o recheio, dobre e pronto! Usamos muçarela. Não tem que temperar nem nada. A Adriana comprou esse papel de arroz no Bairro da Liberdade em São Paulo. Se alguém souber onde encontrar por aqui, diga aí, please.





Cada um teve uma função: Sissi ficou molhando a massa; Nami colocava o recheio e dobrava os rolinhos (ela virou a enroladora oficial, rs); Adri os fritava; euzita os cortava e servia, além de tirar fotos, rs. Já outros, cujos nomes serão mantidos em sigilo (rs), ficaram na sala bebendo espumante (kkk!).

O outro foi o primavera. O recheio é cenoura, repolho, macarrão de arroz e cebola. Basta refogar com um pouco de molho shoyo. Que rolinho maravilhoso!!! Que vontade de comer muuuitos neste exato momento.




Depois de tantos rolinhos, ainda tivemos fôlego e estômago para mais uma comilança. Fomos preparar um risoto incrível de tão saboroso. Sério, eu acho esse risoto diviiiino. Ele é muito gostoso. Até porque eu curto muito essa mistura de sal com doce. Mas que risoto é esse, Izabel? Rs. É o de peito de frango defumado com chutney de banana. Amo!

Vamos à receitinha? O primeiro passo é preparar o caldo. Ele pode ser feito com o próprio frango, ou legumes, ou carne, dependendo de qual risoto será. Ou pode ser usado aquele knorr ou outros do gênero, o que for mais fácil para nossas vidas, rs. Pegue o frango, desfie-o ou corte em cubinhos e passe na manteiga. Deixe-o reservado. Refogue cebola com azeite e um pouco de alho. Depois coloque o arroz arbóreo (que não deve jamais ser lavado) para refogar também. Depois de dar uma boa refogada, fazemos a deglaçagem, que consiste em adionar um líquido, geralmente uma bebida alcóolica, para retirar o que está grudado na panela, bem como para agregar o molho e dar aquele saborzinho. Nesse risoto, usamos um espumante brut (não use bebida doce). Aproveite para sentir o aroma que irá exalar! A partir desse momento, conte 18 minutos e vá adicionando o caldo. Experimente para ver se o arroz ainda está duro. O ideal é que ele fique al dente. Chegado o ponto certo, adicione o frango e o chutney, e por último o queijo parmesão. Misture bem e voilá... está pronto!!!





Deglaçagem, fizemos com espumante brut



Esse amarelo aí é o chutney de banana, é muito gostoso, meio apimentado.


Por último, é o queijo parmesão, misture bem!

A Adri teve o cuidado de fazer uma florzinha de pele de tomate

Depois de todas essas delícias, preciso dizer que o nosso encontro foi nota 10? Não pelo comes e bebes. Como sempre digo, essa parte é muuuuuito importante e nos deixa muito felizes!!! : ))) Mas, o mais importante mesmo, e sempre será, são as pessoas que nos cercam, a alegria dentro da gente e a disposição de ser feliz!!! Tchurma, valeu!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Engels Espíritos

Há algum tempo atrás, fui meio que por acaso ao Feitiço Mineiro e o Engels Espíritos iria se apresentar. Sabia apenas que ele era um gaitista, mas não conhecia o trabalho dele. Como acho lindíssimo gaita e é super prazeroso sentar em um bar e curtir uma música, topei a experiência. Fiquei fascinada! Além de tocar gaita como ninguém, o Engels canta maravilhosamente bem. O show dele é muito, muito, muito bom. Adoro! Desde então, quando fico sabendo que ele vai tocar em algum lugar, dou um jeitinho de ir. Sábado passado, ele deu o ar da graça dele no Feitiço e eu, felizmente, pude comparecer.


Engels brinca com a gaita, fazendo sons de acordeom e guitarra. Uma coisa incrível! Passeia pela música brasileira, blues, rock and roll etc. Ele é extremamente versátil. Em seu show, ele apresenta composições próprias e grandes sucessos mundiais. É um show para agradar a todos. Tudo bem que eu fico super a fim dele tocar mais blues e rock, mas, como amante da música brasileira, também a curto com o seu som.

Ele é altamente performático. Do nada, ele deu um pulo na mesa (kkk) e fez um super solo na gaita. Fantástico!




Em seu site, é possível conhecer seu trabalho. Recomendo! Longa vida à boa música!!!