sábado, 31 de março de 2012

Parque Olhos D'Água - Um dos (en)cantos de Brasília!

Seguindo a sugestão da amiga Letícia, falarei de mais coisas que vivo, afinal, o blog é sobre o que vivo e sinto, e não somente sobre o que como, rsss. Claro, muitas coisas que vivo e sinto não podem ser publicadas (apesar do blog, amo minha privacidade e, quem bem me conhece, sabe como sou discreta com a minha vida). Diante disso, irei falar hoje sobre um canto de Brasília que vivo intensamente e que eu amo de paixão: o Parque Olhos D'Água.

Pra quem é da ala norte da cidade, o Parque Olhos D'Água é uma ótima opção para fazer aquela caminhada ou dar uma corrida, fica localizado na altura da 413 norte. Entre subidas e descidas (muuuitas subidas, rs), o Parque encanta pela natureza intensa que acontece ali.




O Parque foi inaugurado em 1994 e dispõe de um ótimo complexo para seus frequentadores: parquinho para as crianças; aparelhos para exercícios físicos - há dois circuitos; trilha interna; pista de 2km para caminhar ou correr; e muita natureza para viver e sentir!













É um privilégio e tanto desfrutar desse lugar. Há um pequeno lago, onde habitam vários animais: tartarugas, patos, peixes, etc. São todos muito bem cuidados pelo parque e pelos frequentadores. Sugiro que observem um pouco esse cantinho do parque e desfrutem da vista do lago. Acho que ficamos mais pertos de Deus nesses momentos, a paz toma conta da nossa alma.




No início da manhã e no final do dia, o parque fica extremamente cheio. Mas, ainda assim,  o parque proporciona um cantinho sossegado,  para aqueles que querem pensar na vida sentadinhos - há muitos banquinhos-, ler um livro ou, simplesmente, observar e desfrutar de um momento de paz - longe do computador, da internet, de qualquer stress, rs. Sim, o parque é capaz de nos transportar para um outro mundo (mais verde e cheio de paz, rs).





Cachorros não são permitidos e não pode andar de bicicleta. O parque abre às 6h e fecha às 20h. Estou sempre por lá fazendo minhas caminhadas. Aproveito para refletir sobre a vida, escutar uma boa música, curtir a natureza e agradecer a Deus pela beleza da vida!

Fotos do arquivo pessoal.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Enfim, nem tudo é perfeito!

Pois bem, o título mais parece um post sobre algum assunto para filosofar, mas não é! O post é sobre o mais novo restô de Brasília: o Enfim! Então, vamos lá!

Li no site Quero Comer que o Enfim era um lugar que combinava restô + balada. Um lugar onde poderíamos comer bem e aproveitar para dançar, algo tipo o Universal. Ledo engano! É só restô mesmo. Tem DJ para dar um ar mais despojado e informal ao ambiente, mas, sinceramente, não convenceu. O Enfim está funcionado no mesmo local do Zuu, que fechou as portas, infelizmente. Eu gostava muito do que eles faziam por lá. Minha experiência sempre foi saborosa, com muitos hummmms. Rs. Eles aproveitaram toda a estrutura do Zuu, modificaram poucas coisas, criaram um bar, e colocaram um azul turquesa na parede e nas cadeiras para alegrar o ambiente. Fotinhos não muito boas:









Assim que chegamos, pedimos um vinho: o Tamaya Reserva 2009 - Syrah, Cabernet Sauvignon e Malbec. É muito bom!



A foto não é da coca-cola, hahaha!


Fomos conhecer algumas entradinhas. Aqui já começaram os problemas. Passou meia hora, nada delas chegarem. Mais meia hora passou e nada. Até que reclamamos e aí elas começaram a aparecer. Mas como fomos pedindo as entradas no decorrer do jantar, por várias vezes tivemos que lembrá-los dos nossos pedidos. Ok. Essas coisas acontecem. Continuamos felizes e contentes.

Pedimos um queijo brie com alho poró e melado, que estava maravilhoso! Amei! O queijo brie era empanado, estava bem crocante. O segundo foi um ceviche, que também estava muuuito bom. Adorei! O tempero estava na medida certa e o limão não estava excedendo. Muito bom mesmo! Ele vem acompanhado de gaspacho (sopra fria à base de vegetais, com destaque para o tomate, pepino e pimentão). O nosso era de pimentão e estava bem gostoso, algumas amigas não gostaram. Gosto é gosto, rs. O Lauro pediu um tartar de atum (prato típico alemão, que tem como base a carne crua). Ele aprovou.


Queijo brie com alho poró


Ceviche e gaspacho


Tartar de atum

Estava tudo bom, tudo indo muito bem - exceto pelo atendimento. Ansiosa para o prato principal, fiquei na dúvida entre várias opções e acabei optando por um atum com crosta de gergilim com molho de shimeji e feijões. Éramos muitos e acabou que cada um foi em um prato diferente. Os pratos lindos, nossos olhos cresceram, nossa boca encheu de água e éramos as crianças mais felizes do mundo. Pra quem foi de atum (euzita!) e de pato, olha, que decepção! Esses dois estavam muito salgados. A Adriana deixou o pato com risoto de limão siciliano todinho no prato. Reclamamos, o Chef veio à mesa, mas ela ficou super desanimada de pedir um outro, até porque já estavam todos comendo. Ela disse que não teria nada a ver ela comer sozinha depois, com razão!


Atum com crosta de gergelim e molho de shimeji com feijões



Confit de canard com risoto de limão siciliano


O prato da Paty e da outra Adriana se salvaram. A Paty foi de mignon com aligot (purê de batata com queijo). Ela ficou super satisfeita. Experimentei o aligot, estava correto. Experimentei o da Adri, que era um robolo ao molho de coco com risoto negro. Serei justa, estava uma delícia.


Robalo ao molho de coco com risoto negro

Mignon com aligot


Adri e Sissi ganharam como cortesia da casa uma sobremesa, em razão do pato mega salgado. Como a Si não queria sobremesa, acabou sobrando pra mim. : ) Adriana pediu um tal de parfait de vanille (acho que era isso), veio com uma calda de frutas vermelhas... ai gente, essa sobremesa estava muuuito gostosa. Em compensação, a que eu pedi, aff... era pudim de cupuaçu com creme de café. Bem, eu não sei o que eles entendem por creme de café. Eu amo cupuaçu, adooooro, mas esse pudim estava tão sem graça...


Pudim de cupuaçu com "creme" de café, rs.

Parfait de vanille


Por Deus, já estava me esquecendo de narrar outro desastre da noite: o cheiro de esgoto que nos acompanhou a noite toda. Um verdadeiro horror! Conclusão: a noite foi de altos e baixos; as entradas estavam uma delícia; alguns pratos agradaram, mas a organização e celeridade (meu Deus, que palavra mais jurídica, hahaha!) na hora de atender os pedidos deixaram a desejar, bem como os pratos super salgados. Não é um lugar barato (não mesmo!), é o tipo de erro que não dá pra tolerar. Na hora de colocar na balança, o saldo foi negativo. Meus amigos saíram de lá falando que não voltam mais. Detalhe: a casa estava cheia e estava tendo maior auê fora do restô de pessoas que queriam entrar. Como fizemos reserva, não tivemos esse probleminha. Bem, se alguém aí quiser correr o risco, eu aconselho gastar seu rico dinheirinho em outros restôs incríveis da cidade.

Foto da tchurma:




terça-feira, 27 de março de 2012

Sem Mim - o balé sempre fascinante do Grupo Corpo

Nesse último fim de semana, o Grupo Corpo deu o ar da graça em Brasília e, é claro, lá fui eu conferir, como boa amante da dança e, também, por adorar o trabalho que eles realizam. Acho incrível, sensacional, uma delícia de ser ver! Sempre que eles vêm a Brasília, faço questão de ir vê-los.

Esse grupo, com raízes em Belo Horizonte, foi criado em 1975 e tem como foco a dança contemporânea. Já fez diversas apresentações internacionalmente e recebeu a Ordem de Mérito Cultural pelo Presidente Lula em 2006. A companhia foi fundada por Paulo Pederneiras,  Pedro Pederneiras, Carmen Purri, Miriam Pederneiras, Cristina Castilho e Rodrigo Pederneiras - esse último tem sido o responsável pelas coregorafias.

Como de costume, eles apresentaram um espetáculo antigo inicialmente - o da vez foi O Corpo - e no segundo ato apresentaram o novo balé: Sem Mim. Ambos incríveis. É muito fácil reconhecer o Grupo Corpo. Para alguns, pode parecer simplista, pouco original, mas vejo como solidez, algo como: "Essa é a minha identidade". Acho confortável e seguro saber que irei ver o trabalho de sempre.





Rodrigo Pederneiras se inspirou em cantigas medievais do poeta Martin Codax. Não pense que você irá ouvir música erudita. Não! Elas foram adaptadas com viola caipira e percussão, assim todo o gingado brasileiro lhes foi acrescentado. As músicas são lindas e conta com participações de Milton Nascimento, Chico Buarque, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Rita Ribeiro e Jussara Silveira. O tema das canções é o mar que leva e traz o amor e esse foi o contexto do espetáculo.




Foi utilizado como parte da cenografia um tecido transparente e brilhoso, que ficava suspenso no teto. Tem uma hora no espetáculo que esse tecido desce e um casal fica dentro dele e executa uma dança linda. Foi bem emocionante! São momentos que só a arte pode nos proporcionar.




domingo, 25 de março de 2012

Momento Vinho II

Meu grupo de degustação de vinhos se reuniu um dia desses. Nem todos puderam comparecer, mas, em compensação, angariamos outros companheiros, que gostaram da brincadeira. Li um dia desses em uma revista especializada algo bem interessante sobre o ritual de se beber um vinho. É que alguns pensam que precisam de um motivo ou ocasião especial para degustar essa bebida dos deuses. Para os apreciadores, abrir uma garrafa de vinho faz com que o momento se torne especial, ainda que se esteja sozinho, em um dia qualquer.

Gostamos de degustar bons vinhos com bons preços, certo? Então, optamos por aqueles na faixa dos 30 a 40 reais. Esse dia não estávamos tão empolgados, até porque a lei seca não nos deixa empolgar tanto. Diante disso, experimentamos apenas três (apesar de termos comprado mais): um espumante rosê, um sul-africano e um espanhol.

O primeiro que degustamos foi um espumante rosé da Casa Valduga, o Reserva Blush 25. Agradou em cheio! Foi o vencedor da noite. É composto pelas uvas chardonnay (70%) e pinot noir (30%). Aroma frutado, lembrando framboesas e amoras, elegante, com agradável frescor, é perfeito para harmonizar com frutos do mar, peixes, carnes brancas, entradas frias e risotos.






O segundo foi o sul-africano Nederburg Pinotage 2009. Pinotage é a uva típica da África do Sul. De antemão, já vou dizendo que gostei bastante desse vinho. O Victor, que entende bem mais do que eu, não gostou muito. Gostar ou não de um vinho é algo bem subjetivo, vai do gosto pessoal de cada um. Contudo, é possível analisar tecnicamente se se trata ou não de um bom vinho (estou beeeem longe disso, rs). O Victor achou que ele tinha sabor de conservante, rs. Outros do grupo também gostaram bastante dele. De acordo com a nossa avalição, trata-se de um vinho encorpado, acidez média, pouco amargo, peristência longa. Equlíbrio apropriado. Eu tomaria de novo!!!






A história do espanhol foi bem engraçada. Fizemos as escolhas pelo site do super adega para que fosse entregue. Tínhamos escolhido um espanhol na faixa de uns 30 e pouco reais. Só que não estava mais disponível, então o vendedor nos contatou e sugeriu um outro, que custava 50 e pouco reais pelo mesmo preço do que havíamos comprado. Oba!!! Saímos no lucro, assim pensamos. Só que ele foi o que menos agradou, rsss. Para o Victor, foi uma grande decepção. Ele disse que não compraria jamais esse vinho por esse preço. Será que compramos gato por lebre? Rsss. Assim, não é que não gostei, mas preferi o sul-africano. Mas que diacho de vinho é esse, hein? Rs. Trata-se do Avutarda 2008. Variedade: Tempranillo e Cabernet Sauvignon. De acordo com a nossa avaliação, ele é pouco encorpado, macio, taninos intensos, média persistência.





Que venham muitas e muitas degustações! É sempre muito prazeroso!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Esperanza Spalding

Sou uma curiosa e fascinada por jazz, embora o conheça muito pouco. Nem sei explicar exatamento o porquê de gostar tanto (já disse - não sou entendida de música). Apenas sei que o som do jazz me encanta, me agrada. Acho super prazeroso (e charmoso, rs) pegar um livro, abrir um vinho e escutar um jazz - isso tudo ao mesmo tempo, hehehe! (De vez em quando eu me presenteio com esses momentos). Já disse aqui no blog que também adoro quando vou a um lugar que está tocando jazz. A partir disso, tudo fica mais interessante, rs. Porque? Sei lá... rsss. Acho que o ambiente ganha um brilho especial ao som de um jazz. É isso. O jazz é de origem afro-americana, surgiu no começo do século XX, em New Orleans.

Ano passado, ouvi falar bastante da Esperanza Spalding, jazzista que muito tem se destacado, e naquele mesmo ano adquiri seu álbum Chamber Music Society, que levou o Grammy (2011) na categoria Artista Revelação, desbancando Justin Bieber (ainda há vida inteligente na Terra - nada contra ele, nem a favor). 




Esperanza veio de uma infância pobre, criada apenas pela mãe, pois, foi abandonada pelo pai. Considerada uma exímia contrabaixista, ela encanta também cantando (cantando sem letra, diga-se de passagem). Só escutando para sentir o quanto é fascinante. Aprendeu, ainda criança, a tocar vários instrumentos, violino, oboé, clarinete e outros. Mas seu encontro com o contrabaixo e o jazz só se deu na adolescência.






Esperanza tem uma relação íntima com Milton Nascimento, já fizeram vários shows juntos e ela é uma verdadeira admiradora de Milton, a quem credita muita influência musical (eu não duvido nunca da grandiosidade da música brasileira). Inclusive, tem participação especial dele nesse álbum. Tem também música de Tom Jobim, Inútil Paisagem. E detalhe: ela canta em português, com sotaque e tudo o que tem direito, rs, um charme! Curto muito esse CD, gosto de escutá-lo quando estou comigo mesma, no meu quarto, lendo um livro. Tenho curiosidade em conhecer seus dois outros trabalhos. Assim que conhecê-los, comento por aqui.




terça-feira, 20 de março de 2012

El Negro

Depois de assistir A Mecânica das Borboletas, meus amigos e eu queríamos um lugar bacana para jantar. Como bons carnívoros que somos, optamos pelo El Negro, localizado na 413 norte. Como se trata de um restô novo na cidade, esse também foi um dos atrativos que nos fez querer ir lá, afinal, amamos novidades. Noite chuvosa e, ao mesmo tempo, calorosa. O calor veio dos amigos e da boa comida (apesar do frio da chuva)!





Lauro e eu fomos os primeiros a chegar. Assim que chegamos, um garçom já veio nos receber. Pedimos uma mesa pra seis e, de imediato, ele já foi nos oferecendo um espumante como cortesia da casa, enquanto eles preparavam nossa mesa. Quanta gentileza! Esta aí uma coisa que me ganha: um bom atendimento - que se fez presente ao longo de todo o jantar. Receber bem os clientes deveria ser o primeiro quesito a ser observado por qualquer empresário/comerciante. Oferecer um bom produto ou um bom serviço é essencial, mas se não tiver um bom atendimento de nada valerá. Opinião de uma consumidora, que ama mimos e cuidados dispensados à clientela. : )





De entrada, pedimos uma linguicinhas, que são fabricadas na Casa. Experimentamos a de porco, cordeiro e frango. Genteeem, para tudo! Que linguiça de porco era aquela? Que coisa maravilhosa!!! Deliciosissiiiiima!!!





Para acompanhar os comes, optamos por um vinhozinho. Eu acho que o vinho cabe em qualquer situação, não importa o momento, rsss. Mas, em uma noite chuvosa, pra acompanhar uma parrilla, olha, não há dúvidas de que cai como uma luva. Pedimos o chileno Clava Reserva Pinot Noir. Pense em um vinho macio que desceu super redondo! Na minha pesquisa, verifiquei que se trata de um vinho com frescor elegante, acidez viva e correta, permitindo um retrogosto duradouro na boca (Retrogosto é a sensação que fica depois de ter engolido o vinho). Eu AMEI esse vinho! Muito bom mesmo!

Momento curiosidade. A Pinot Noir é típica da região de Borgonha, na França. É uma uva de difícil cultivo, mas se adaptou muito bem no Chile. Produz vinhos complexos, com aromas intensos, que evoluem muito bem com o passar dos anos. É uma uva singular, trazendo elegância difícil de ser alcançada por outra uva. Ela necessita de frio e tem uma maturação mais rápida que as demais. Tem menos taninos e produz vinhos mais claros.  






Como prato principal, pedimos um ancho ao ponto, que estava divino! Somente uma casa especializada para saber o ponto certo da carne. E de acompanhamento, pedimos a papas el negro, que leva ervas e pimenta calabresa, e farofa de ovo. Tudo delícia!!!











Eliane e Kitty não estavam muito a fim de carne e acabaram optando por um risoto. Elas pediram o de funghi. Elas gostaram bastante. Eu experimentei, estava, de fato, muito bom. É muito bem servido.



Esse prato aí era a metade. É ou não é bem servido?

O El Negro começou muito bem e, pelo visto, terá longa vida. O restô estava lotado e o atendimento não ficou comprometido. Já estou ansiosa pra voltar lá.

Está aí um programinha que eu super adoro fazer: teatro + jantar + vinho + amigos queridos + bom papo. C'est parfait!

domingo, 18 de março de 2012

A Mecânica das Borboletas

Quantos de nós nos deparamos volta e meia sobre qual caminho seguir? Quantos de nós nos questionamos sobre o que queremos fazer ou ser? Por vezes, nos pegamos refletindo se era isso mesmo que queríamos pra nossa vida, se nossa vida não seria mais interessante se tivéssemos optado por esse ou aquele caminho. Somos verdadeiros questionadores de nós mesmos. Somos ilimitados nos nossos desejos e nos nossos pensamentos. Deveras, somos frustradamente limitados na nossa ousadia. Ao mesmo tempo, a limitação não é apenas algo íntrinseco, ela é também parte do contexto em que vivemos: família, trabalho, dinheiro etc. Seria bem mais fácil se a realização de nossos sonhos/desejos dependessem apenas de nossa coragem. Mas, não, eles dependem de muitos outros fatores externos. A nós, cabe descobrir como transceder os obstáculos e o que está além de nós mesmos. Contudo, a tarefa mais árdua ainda continua sendo dentre de nós: libertar-se das amarras psicológicas, emocionais, que nos impossibilitam de dar uma passo adiante.

Pois bem, A Mecânica das Borboletas é uma peça de Walter Daguerre e que nos faz refletir sobre tudo o que foi dito acima. "A montagem aborda o conflito humano vivido frente a escolhas e suas consequentes perdas e ganhos. Uma peça, na qual a tradição e a experimentação não se encontram em oposição, mas, ao contrário, estão unidas no intuito de faze chegar ao espectador uma história que trate de questões pertinentes ao homem do nosso tempo. Ao realizar a Mecância das Borboletas, o Centro Cultural Banco do Brasil oferece ao público um espetáculo que convida à reflexão sobre o mundo contemporâneo, os valores que perduram e a necessidade de mudanças".




Apesar de tratar de assuntos complexos e profundos, a peça é dinâmica, leve e capaz de nos fazer dar boas risadas. A história é de dois irmãos gêmeos, em que um deles sumiu no mundo para se aventurar, o que acasionou grandes transtornos para a família. Passados 20 anos, ele ressurge e, então,  toda a mágoa, dor e ressentimento do outro irmão vem à tona. Adorei essa crítica, pra quem quiser maiores informações, vale a pena dar uma lida: http://www.blahcultural.com/2012/02/critica-da-peca-mecanica-das-borboletas.html

Sabem como é, eu faço tudo pelo blog, hehehe. No final da peça, enquanto esperávamos a chuva passar, os atores foram pra fora cumprimentar o público. Acho super bacana essa deferência. Então, lá fui eu tirar fotinho com eles... poxa vida, acabei tirando só com o Eriberto Leão, rsss (e ainda fiz minha amiga Maíra quase morrer de vergonha, kkk. Valeu, amiga!).  O Eriberto é uma graça, super simpático e querido! O elenco, por sinal, está impecável. Além de Eriberto Leão, a peça conta com Ana Kutner, Otto Jr e Suzana Faini. Todos excelentes!Vale a pena conferir! A peça estará em cartaz até 8 de abril, no CCBB Brasília.




Obs. Próximo post falarei de um restô maravilhoso que eu e alguns amigos fomos depois do teatro, o El Negro. Hummmm, amei!!!

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de Hugo Cabret foi super comentado nesse Oscar, concorrendo a várias categorias. No dia da apresentação do Oscar, ouvi dos comentaristas que se tratava de um grande filme. Nem preciso dizer o quanto fiquei louca para vê-lo, né? Esse fim de semana fui matar quem estava me matando: minha curiosidade (eterna e incansável- ainda bem! rs). Assim, eu gostei do filme, é lindo, emocionante, trata de um assunto que para mim é muito nobre: os sonhos! Mas, contudo, entretanto, todavia, tenho que confessar que esperava beeeem mais. Não há nada tão surpreendente e fascinante, na história. Porque em se tratando da arte, da fotografia, das imagens, é tudo simplesmente magnífico mesmo.






O filme conta a história de Hugo, orfão de pai e mãe. Assim que seu pai falece em um acidente, Hugo, que havia aprendido a consertar relógios com ele, vai morar com o tio bêbado, que também era relojoeiro, em uma estação de trem. O tio desaparece e Hugo se vê sozinho no mundo. Ocorre que antes de seu pai falecer, ele e seu pai descobriram um autômato (um robô capaz de escrever e desenhar) e tinham como objetivo consertá-lo. Hugo apega-se a esse brinquedo fervorosamente com a esperança de que o "robô" poderá transmitir uma mensagem de seu pai, o que o torna obcecado em consertá-lo. Esse propósito o faz chegar até George Mièles, um dos pioneiros do cinema. E desse encontro surge então toda a trama. É possível reviver a magia da sétima arte, compreender a importância dos sonhos, encantar-se com as ideias. Não sei se isso acontece com todos, mas a arte faz meu coração bater mais forte. 





É um filme tocante, sem dúvida, que nos faz refletir sobre o tempo,  passado e presente. Dirigido pelo idolatrado Martins Scorsese (Os Infiltrados, Cassino, Taxi Driver, A Época da Inocência, dentre muito outros). Vale a ida ao cinema, mas não vá com muuuita expectativa não.... é um filme agradável e muito bonito, é isso!

terça-feira, 13 de março de 2012

Panelinha e o Nhonque da Fortuna II

Como já tinha feito um post no início de janeiro sobre o nhonque da fortuna do Panelinha, achei por bem colocar o título desse post como sendo o segundo. Justifico o porquê de um segundo post. É que dessa vez eu tenho fotos maravilhosas!!! E a cada ida, é uma surpresa a mais, outros sabores, outras emoções, nada mais justo que registrá-las aqui, afinal, aqui é o espaço para expor o que vivo e sinto.

O Nhonque da Fortuna, como já é tradição, acontece todo dia 29. Só que não fomos em um 29 normal, de um mês qualquer. Era 29 de fevereiro. E todo o misticismo que envolve esta data estava presente. Afinal, trata-se de um nhonque da fortuna, onde há todo um ritual: colocar a nota de dólar (alguns preferem colocar euro, hahaha!) embaixo do prato, comer os primeiros sete nhonques em pé e fazer um pedido para cada um. Superticioso nenhum pouco! Rs. Diante desse ritual e da data, fomos cheios de boas vibrações para esse banquete dos deuses.

Ao tomarmos posse dos nossos assentos, assim que chegamos no Panelinha, verificamos que na mesa tinha uma cartinha fofa para os comensais. E lá explicava a razão do nhonque da fortuna ser no dia 29. Faço questão de transcrever aqui no blog: "Conta a lenda que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu a porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e tinha pouco comida, mas apesar disso, eles não se importaram em dividir o seu nhonque com o andarilho, cabendo a cada um 7 massinhas. São Pataleão comeu, agradeu a acolhida e se foi. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro". Explicado?

De início, desfrutamos de uma mesa maravilhosa de legumes grelhados, antepastos e pães. Faz-se uma mesa muito bonita, para se comer com os olhos. Simples, sem nenhum ingrediente sofisticado, e especialmente saborosa. Ouvi um dia desses uma frase, que, para mim, é a mais pura verdade: "A simplicidade é o caminho mais curto para a felicidade". Essa máxima condiz com o Panelinha. É um lugar aconchegante, agradável e muito prazeroso. Não podemos exigir nem criar expectativas como se estivêssemos indo a um grande restô. Dentro da sua proposta, o Panelinha faz muito bonito.








Então, eu fui uma, duas, três, acho melhor parar por aqui. Concluindo, eu fui muitas vezes na mesa. Tinham uns morangos com molho de mostarda, que estavam muito gostosos. Os legumes grelhados estavam um espetáculo. Eu gostei de tudo. Alguns na mesa fizeram uma ou outra crítica (éramos nove). Eu achei tudo maravilhoso!

Vamos ao nhonque? O primeiro foi nonhque de batata asterix com molho ao sugo. É normal, mas gostoso. Como gosto muito de molho de tomate, me agradou. Alguns acharam que o nhonque poderia estar mais temperadinho.





O segundo foi o nhonque de macaxeira com batata asterix ao ragu de rabada assada. Veio acompanhado de pesto de agrião. Que delícia! Gostei muito. O pesto de agrião teve tudo a ver. Caiu muito bem!




O terceiro foi nhoque de semolina de trigo com um suculento molho de cogumelos (shitake, shimeji e paris), feito com caldo de legumes e ervas da horta. Estava muito bom. Agradou em cheio a nossa mesa. Uma pena que eu já estava mega satisfeita e acabei deixando um pouco no prato... quem mandou abusar da mesa de antepastos? Rs.





Eu sou daquelas que gosta de entrar no clima e fazer tudo conforme manda o figurino. Comi os primeiros sete nhonques em pé e fiz um pedido para cada um deles. Senti uma certa dificuldade para fazer sete pedidos, rs. Acabei descobrindo que eu preciso de pouco para ser feliz.



 Detalhes do Panelinha:









O encontro se deu entre muitas gargalhadas e ótimas conversas! Pura felicidade!

domingo, 11 de março de 2012

JT - Um conto de fadas punk

Nesse fim de semana, fui conferir a peça JT - Um conto de fadas punk, que está sendo encenada no CCBB. Muito bem dirigida por Paulo José, conta com excelentes atores (Débora Duboc, Natáliga Lage, entre outros). A história é baseada em fatos reais e é muito surpreendente. Ainda não tinha ouvido falar de JT Leroy. Ele fez muito sucesso com seu suposto livro autobiográfico, que foi consagrado mundialmente. Inclusive, ele participou de uma FLIP (hahaha! vocês irão entender o porquê do hahaha!). Foi admirado por Bono Vox, Madonna e outras celebridades.






Acontece que JT Leroy nunca existiu (essa é a razão do hahaha!). Ele foi criação da escritora não muito bem-sucedida Laura Albert, que tinha uma banda punk. Como ela disse que era um livro autobiográfico, era necessário que JT existisse. Ela pediu, portanto, que sua cunhada se fizesse passar por JT. Surge, então, a grande farsa. Mas, como mentira tem perna curta, logo elas são desmascaradas.

O livro "autobriográfico" fez muito sucesso, devido a sua história sofrida e chocante. Como bem lembrou Paulo José: "Ficção hoje parece coisa menor. Os leitores consomem muito mais biografias, histórias reais, escândalos, grandes acidentes, perversidades, incêndios, violência, sangue de verdade". Concordo! Eu mesma adoro uma biografia, mas não pela necessidade de consumir histórias perversas ou loucas, ao contrário, penso que para alguém escrever um livro contando sua história, é porque tem muita coisa interessante para ser dita. Penso que é uma oportunidade para refletir e aprender sobre a vida, baseando-se na vivência de uma outra pessoa, principalmente, quando são histórias de superação.







Qual a proposta do CCBB? "Ao realizar esse projeto, o Centro Cultural Banco do Brasil propõe ao público uma reflexão sobre um tema relevante e contemporâneo, onde celebridades aparecem instantaneamente por meio das novas mídias, que transformaram o acesso à informação. E não é? Com a internet, as informações a todo vapor, ficou bem fácil de se ter os 15 minutos de fama.

A peça é da jornalista Luciana Pessanha, que entrevistou JT Leroy na Flip, em Parati. Após a notícia de que JT Leroy nunca havia existido, ela realizou uma vasta pesquisa sobre a polêmica, que deu ensejo à peça. Luciana fez um registro interessante sobre a arte de se expressar: "Essa peça nasce do desejo de liberdade para Laura Albert e para os escritores contemporâneos. Liberdade da obrigação de estar confinado a uma identidade rígida, liberdade para criar biografias falsas, ou contar histórias verídicas, como se fossem ficção. Liberdade para nos esondermos atrás de personagens, e falarmos livremente, de uma solidão para a outra, em silêncio, como a literatura sempre fez". Isso daí é um assunto um tanto quanto complexo, não?

Esse foi o último fim de semana de apresentação em Brasília, a peça estará no CCBB  do Rio de Janeiro de 16 de março a 27 de maio.