sábado, 29 de dezembro de 2012

Babel

Sabem como é... fim de ano é o momento de tentarmos reunir aquelas pessoas que nos são tão queridas, mas, em razão da correria da vida, acabamos convivendo muito pouco e nos vendo raramente, o que é uma pena. Pois, para mim, a receita para se ter um coração forte e uma longa vida é estar cercado de afeto, amor e carinho, e, para tanto, é preciso estar cercado de pessoas queridas! Portanto, nessa época de ano há muitas confraternizações, é o momento ideal para reunir a turma disso, daquilo outro, a fim de colocar a conversa em dia, dar aquele abraço apertado... tem remédio melhor pro coração? E viva as amizades, o amor, os encontros....

Uma das minhas tchurminhas (sim, eu tenho várias - orgulho!!!) resolveu confraternizar no Babel, restô localizado na 215 sul, que oferece um menu mais italiano.

O ambiente. Agradável, bonito, clássico. Fotinhos:





2º andar. Adega ao fundo.

Vamos aos comes. O menu me deixou muito tentada, muitas opções maravilhosas, entre risotos, massas, aves e carnes, com acompanhamentos muito interessantes. Mas, já vou avisando, os preços são salgadinhos (variam de 60 a 100 reais).

Sissi e eu fomos de risotto al mare (arroz camaroli cozido, camarão, tentáculos de polvo, lula e queijo camembert). Então, estava razoável... nada sensacional... sendo bem honesta, pela proposta, e pelo gabarito dos ingredientes, poderia estar bem mais saboroso... enfim!




Malu e Jojô foram de risotto mucca (arroz carnaroli cozido com cubos de filé mignon e aromatizado com queijo gorgonzola). Assim, elas não gostaram muito... eu experimentei... também não gostei... a Malu disse que a carne chegou ao ponto de estar dura... e o sabor deixou a desejar... que chato!




O Lauro foi de risotto nero (arroz carnaroli cozido, servido com lulas grelhadas ao açafrão e aromatizado com chocolate). Esse foi um dos que me deixou muito tentada, por um triz ele teria sido minha opção, rs. Eu experimentei e estava bem gostoso. O Lauro também aprovou.





Cida foi de ravióli impresso (ravióli recheado com ricota, damasco e nozes, servido com molho branco aveludado). Ela não gostou muito, disse que estava meio doce. Não experimentei, mas confio plenamente na opinião da Cida, porque ela manda muuuito bem na cozinha, rs.




Lembro-me que a Júlia foi de risotto ai funghi (arroz carnaroli cozido com funghi secchi hidratado com vinho tinto e finalizado com parmesão). Ela gostou e eu também gostei... é claro que experimentei! Rs. Esse foi sem foto. Houve outros pedidos na mesa, mas, assim, não dá pra eu sair tirando foto do prato de todo mundo, né? Até porque demorou pra sair nossos pedidos e, quando chegou, todo mundo caiu matando, hahaha!!!

Conclusão. Nossa experiência no Babel não foi a das melhores, deixou muito a desejar. A começar pelo fato de ser um restô muito bem conceituado na cidade. Depois, pelo preços, que estão acima da média. É meio, pra não dizer muito, frustrante pagar caro em um restaurante e não sair de lá realizado, com a alma leve, feliz por Deus conceder a graça de poder desfrutar de comidas tão maravilhosas. Uma pena!!! Quem sabe de uma próxima a gente não será mais feliz.... pagar pra ver! Rs.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas

O fim de ano chegou, hoje é Natal, e é inevitável aquelas reflexões de todo santo ano... elaborar listinha de metas para 2013... não há momento mais propício para renovar as esperanças e a fé... a fé em Deus e a fé em si... acreditar que tudo será melhor!!!

Não sei se essa sensação acontece com muitos, ou se é particularmente minha, mas, com o passar dos anos, já não me preocupo tanto em fazer uma listinha com um milhão de coisas que quero fazer ou me proponho a realizar. Até porque tenho a leve sensação que o quero da vida, hoje, apesar dos meus eternos dilemas, estão muitos claros na minha cabecinha. Eles são certos, bem definidos (nem tanto, rs), portanto não há a menor necessidade de pegar caneta e papel para listá-los. É como se a minha mente fosse uma folha de papel e eles já estivessem muito bem escritos e delimitados.

Por sinal, eles - meus objetivos e desejos - são bem menores em relação aos que tinha há uns dez anos. Também os considero bem mais simples e reais. Talvez a razão disso seja a maturidade. Esta, por sua vez, um presente do tempo, resultado das lições tiradas das adversidades, irmã da sabedoria.  Acho também que posso creditar essa minha suposta real e coesa lista aos livros que tanto me ajudam a aprimorar meu caráter e minha visão de mundo, a buscar a felicidade pelos caminhos certos, a não se iludir com as loucuras desse mundo, a dar uma pausa para refletir sobre o que é importante e ao que, de fato, vale a pena.

Uma das leituras que fiz nesse ano, Não Nascemos Prontos! Provocações filosóficas, de Mario Sergio Cortella, é um desses livros, que me ajudam em minha busca pelo autoconhecimento e por ter uma vida mais simples, mas, nem por isso, estagnada ou conformada. Ao contrário, as ideias que tenho deparado nesse ou em outros livros que tenho lido me fazem querer buscar os meus objetivos. A diferença é que estes são respaldados pelas sensatez, simplicidade e sabedoria. 






O objetivo do livro em questão  é nos provocar, incomodar, não deixar que estagnemos com a satisfação. É como diz o autor: "Quando estamos satisfeitos nos acomodamos, nos rendemos à sedução do repouso e nos imobilizamos. É a insatisfação que nos move. Quando estamos insatisfeitos, criamos, inovamos, refazemos, modificamos e, assim, vamos nos construindo". 

Transcrevo alguns trechos a fim de compartilhar as ideias interessantes que captei nesse livro:

"Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio".

"Aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar".

"Não; não temos mais tempo! Cada dia levantamos mais cedo e vamos dormir mais tarde, sempre com a sensação de que o dia deveria ser mais extenso ou não soubemos nos organizar direito".

"Não se deve confundir informação com conhecimento. A internet, dentre as mídias contemporâneas, é a mais fantástica e estupenda ferramento para acesso à informação; no entanto, transformar informação em conehcimento exige, antes de tudo, critérios de escolha e seleção, dado que o conhecimento (ao contrário da informação) não é cumulativo, mas seletivo".

"Sem critérios seletivos, muitos ficam sufocados por uma ânsia precária de ler tudo, acessar tudo, ouvir tudo, assistir tudo. É por isso que a maior parte dessas pessoas, em vez de navegar na internet, naufraga..."

"Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista, na qual a mínima possibilidade de sentido fugaz encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anuciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas, com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, elas têm "necessidades" inseridas nelas pela nossa inteligência adulta e veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha".

"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana".

"Ora, já somos uma das poderosas economias capitalistas do planeta, sem que a riqueza coletivamente gerada seja adequadamente repartida! Uma nação vai para a frente quando prevalece a justiça cidadã e a paz social, quando há garantia do direito ao trabalho (e, portanto, ao descanso), quando os privilégios exclusivos não são apresentados como conquistas inevitáveis de alguns apaniguados. Uma nação perde tempo quando valoriza o cinismo que acomete fartamente alguns que se preocupam com quantos dias de folga tiram aqueles milhões para os quais muito pouco de vida sã fora de horário de trabalho".

"É necessário interromper a lógica que entende o trabalho contínuo e incansável como sendo a única fonte de saudabilidade moral e cívica; é preciso enterrar a estranha racionalidade que entende a capacidade de voltar a trabalhar como sendo o melhor critério de saúde. É comum um adulto internado em um hospital ou adoentado em casa considerar-se sarado apenas quando, após perguntar ao médico se pode voltar ao trabalho, fica por ele "liberado"; por que não perguntar: "Doutor, já estou bom? Já posso voltar a namorar, bailar, transar, jogar?"

"Talvez um pensar mais nos levaria a gritar que basta de tantos imperativos! Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E (ainda lembras?) a liberdade de decidir, escolher, optar, aderir?"

"Essa demora em pensar mais, esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, largar tudo, com vontade imensa de sumir, na ânsia de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que torturam, amarguram, esvaem".

"Precisar ter! Precisas comprar! Precisas experimentar! Precisas possuir! Precisas de tudo, a qualquer custo, de qualquer modo! Ora, promessas vãs, momentâneas alegrias, sentidos descartáveis; é o reino das aparências, o primado da reclusão em uma insaciável procura por uma resposta que está além do consumismo tresloucado. Doce mel, terrível veneno..."

"Há três caminhos para a infelicidade (ou fracasso): 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora."

"Mas, o que é um bom livro? A subjetividade da resposta é evidente .No entanto, é possível estabelecer um critério: um bom livro é aquele que te emociona, isto é, aquele que produz em ti sentimentos vitais, que gera perturbações, que comove, abala ou impressiona. Em outras palavras, um bom livro é aquele que, de alguma maneira, te afeta e impede que passe adiante incólume".

 Ideias incriveis, que, certamente, são capazes de contribuir para se ter um 2013 mais em paz consigo e mais feliz!!!

O autor do livro, Mario Sergio Cortelha, é filósofo, com mestrado e doutorado em educação pela PUC-SP, na qual é docente desde 1977.


Mario Sergio Cortella

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Santé 13




Niver do Laurito (apelido carinhoso só para os amigos, viu? rs) e ele escolheu o Santé 13, o mais novo restô da 413 norte, para comemorar em alto estilo, rs. Ótima opção! Ambiente escuro, à luz de velas, com muito charme e requinte. Ao mesmo tempo descontraído. A falta de iluminação pode incomodar em um primeiro momento, mas depois fica tudo certinho, principalmente depois de umas taças de espumante, hehehe! (Já vou dizendo que as fotos são do celular. Pardon!)

Para começar a esquentar a noite, pedimos o espumante argentino Nocturno Rosé Brut. Que marravilha!!! Um espumante elegante, equilibrado e muuuito saboroso.

Gostei do cardápio. Suscinto, mas com um leque de opções para agradar gregos e troianos: filé, peixe, massa. Com um detalhe: preços acessíveis, na faixa dos trinta e pouco reais. Bom, né? Rs. E, olha, tudo delícia!!! Super aprovei.

Eu belisquei uma entrada ou outra do pessoal que havia pedido, estava ok. Um bolinho de risoto de funghi e brusqueta de abobrinha. Gostosos.


o





Vamos aos principais. Eu fui de filé ao molho de cogumelos acompanhado de risoto de gruyere. Ai que delícia!!! Tava muito bom mesmo. O filé naquele ponto, do jeitinho que gosto, mais para mal passado. Parfait!




Júlia foi de ravioli de bacalhau ao molho pesto. Claro que eu experimentei. Estava muito bom mesmo. Quero voltar lá só para comê-lo.




Sissi foi de filé com aspargos e feijão branco. Ela aprovou. Experimentei o feijão, estava bem temperadinho, uma delícia!




O Santé 13 agradou pelo ambiente charmoso e pela comidinha delícia. Um ótimo lugar para ir a dois e com os amigos.

Santé para o Lauro e pra todos nós!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Argo + Alanis Morrissette + Baron Philippe de Rothschild

Poxa vida, estou há mais de um mês sem escrever no blog. Meu queridinho estava abandonado :(

Não que eu tenha deixado de viver as coisas boas da vida. Isso, jamais! Hehehe. Mas, é impressionante, a rotina nos consome meeesmo. Fazemos tantas coisas ao mesmo tempo, temos que dar conta de um bucado de tarefas e mal percebemos que lá se foi a semana, o mês, o ano... ui!!! E o fim do ano já chegou, afff.... e o que fizemos da vida, hein? Ou o que a vida tem feito da gente? Rs.

Muita coisa registrei aqui, mas, a falta de tempo, a prioridade em outros projetos/objetivos não me permitiram vir aqui com a frequência que tanto gostaria e, portanto, muita coisa legal que eu vivi e senti está registrada só na minha memória. Não tem problema não, ainda tenho uma vida inteira pra viver e coisas fantásticas, especiais e maravilhosas sempre irão acontecer e, portanto, nunca me faltará assunto pro blog. Amém. Assim espero, rs. Contudo, o que espero mesmo é ter tempo suficiente pra poder vir aqui registrar o que ando vivendo por aí, rs. Vamos ver o que 2013 reserva...

ARGO



Então que despretensiosamente fui ao cinema assistir ao filme produzido por Ben Affleck e George Clooney, que, por sinal, mandaram muito bem. Um belo suspense contando uma história real. O filme nos prende do começa ao fim, com momentos tensos e emocionantes. Adorei!

Em 1979, a Embaixada dos EUA no Irã foi invadida por manifestantes em razão dos EUA ter dado asilo político ao Xá Reza Pahlevi. Todos os funcionários foram feitos reféns, mas, de certa forma, estavam seguros, pois o mundo inteiro estava acompanhando o caso. Acontece que seis funcionários conseguiram fugir durante a invasão e pediram proteção à Embaixada do Canadá. Fora da Embaixada, eles corriam grandes riscos de vida. Então que um especialista da CIA, Tony Mendez, planeja um resgate, que envolve o mundo de Hollywood na produção de um filme, com o intuito de tirá-los do país sem serem descobertos, caso contrário, seriam executados em praça pública. Inacreditável! Essa história ficou em sigilo até 2007, quando então o Presidente Bill Clinton a tornou pública.

Vale muito a ida ao cinema! E acho que vem Oscar por aí... o filme é muito bom mesmo!


ALANIS MORRISSETTE





O mais novo trabalho de Alanis Morrissette, Guardian, está show!!! A música que dá nome ao álbum é lindaaa! Sabe quando você fica repetindo a música várias vezes? Pois então, eu estava desse jeito, rsss. Há alguns meses venho escutando esse CD, sempre. Porque está uma delícia, super vibrante! Alanis escreve em sua música o que ela vive e sente (acho que temos algo em comum, rsss), portanto, esse seu mais novo trabalho continua sendo ela, como sempre foi em seus trabalhos anteriores e, dessa vez, passa uma mensagem bem otimista em relação à vida. Muito, muito bom!!!

Música Guardian:



BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD





Que vinho divino... Trata-se de um francês Pinot Noir 2010. Um vinho que tive o prazer de degustar comigo mesma, rs, ao som de Diana Krall. É um vinho correto na acidez e no álcool (a entendida, até parece, hahaha), refrescante, delicioso!!! Adquiri na Super Adega.

Pays D'oc (como está escrito na parte de cima do rótulo) identifica os vinhos produzidos na região de Laguedoc, sul da França. Nessa região, são cultivadas uma variedade enorme de uvas. É a maior região produtora de vinhos da França e com os melhores preços. Os entendidos dizem que não se produz por lá nenhum vinho majestoso, mas é possível desfrutar de vinhos muito bons.

Muito bom!