quinta-feira, 25 de julho de 2013

Terreiro da Bahia por Tereza Paim

Em abril deste ano, estive na Praia do Forte, Bahia. Lugar mágico, delicioso, porque litoral igual ao da Bahia não há. Sim, é o meu preferido. Lindo demais! E se tem um lugar nesse mundo onde sou intensamente feliz, sem parênteses, de corpo e alma, esse lugar é pertinho do mar! Uma paixão. E é vivendo o mar, olhando pro oceano, sentindo a água salgada, pisando na areia, avistando o horizonte, que me sinto muito perto de Deus, da minha grandiosidade - ou pequenez - enquanto ser humano.

Sim, mas voltando ao post, o assunto em questão é o restô da famosa Chef Tereza Paim: Terreiro da Bahia. Deixei pra ir conhecê-lo justamente no último dia de viagem. Depois de curtir uma praia, fomos almoçar, lá por volta das 16 horas. Assim que chegamos ao restaurante, estranhamos o fato de estar vazio, porque apesar de estarmos viajando em baixa temporada, o pequeno vilarejo do litoral norte estava relativamente movimentado, com muitos turistas. E um restô com tanto gabarito, não era pra estar vazio, né? Pois então vem apressadamente a gerente nos avisar que estavam com um problema no gás e, portanto, não poderíamos ser atendidos. Hã? Como assim? Fiz uma cara horrível, tamanha minha decepção, rs. Como boa argumentadora, fui questionando: O restaurante não vai abrir hoje? Como assim? Estou indo embora amanhã, queria demais almoçar aqui...

Pausa para momento reflexão gastronômico. Quem é amante da gastronomia, pesquisa com carinho e muito cuidado os restaurantes do destino da viagem, bem como a culinária típica. É um verdadeiro ritual! Muito prazeroso, por sinal. Assunto levado a sério. É um fetiche! Rs. Apesar que, a depender de quem é a companhia da viagem, não dá pra levar tão a sério assim. Daí o jeito é conter as emoções, viver outras coisas e ser feliz do mesmo jeito!!! Rsss.

Voltando à história, a Gerente se comoveu com a minha lamúria e ligou pro técnico que estava vindo de Salvador... E não é que o bichinho estava chegando na Praia do Forte. Ufaaa! O outro dilema era saber se ele ia conseguir resolver o problema. Os santos ouviram minha prece e o fofo resolveu em dois minutos. Felizzz!!! Minha oração é forte, minha gente! Mexe comigo não, hahaha!!!

Chega de conversa fiada e bora curtir as fotos desse restô, que é 100% sustentável, feito de materiais de demolição e o mobiliário é de re-uso:




Adoro lugares coloridos, que transmitem vida, alegria!!!




Esse armário aí é a lojinha da Chef, com produtos locais. O dendê que eles vendem e usam em seus pratos tem uma preparação especial - e diferenciada dos que a gente vê por aí -, deixando-o mais leve, suave. Na moqueca que comemos, isso foi facilmente percebido.




Passados uns meses, não vou me lembrar com propriedade sobre os ingredientes de cada prato. Mas, o que eu senti, isso eu me lembro muito bem!

Eu fui num peixe - que não me lembro mesmo qual era - com crosta de castanha de caju com legumes grelhados. Assim, estava ok, mas nada excepcional. Na verdade, esperava bem mais. O menu tinha várias opções que me despertaram muita curiosidade e esse que escolhi foi fortemente indicado pelo atendente. Bem... paciência!


 

Meu amigo foi de moqueca. E eu dei várias garfadas, hahaha. Essa sim estava DIVINAAA! Awwnnnn... que coisa maravilhosa, Senhor! Obrigada, meu Deus! Obrigada, Bahia! Obrigada, Azeite de Dendê! Obrigada, Tereza Paim! :)




E de sobremesa fomos de pudim de tapioca (era esse o nome? Acho que sim... kkkk) com calda de espumante. O pudim foi maçaricado ali na nossa frente. Aprovada!



Apesar dos contratempos, fomos felizes! E viva a Bahia!!!


terça-feira, 23 de julho de 2013

Festa de Babette no Aquavit

Uma amiga compartilhou comigo o evento que terá no Aquavit no mês de agosto: Festa de Babette. Vejam abaixo do que se trata o evento. Achei o máximo! Imagine, misturar em uma noite duas coisas que eu AMO por demais nesse mundo: cinema + gastronomia. Loucura, loucura!!! Mas, 480 reais? Bem, vai ficar pra próxima... hahaha! Perguntei pra minha amiga quanto era só pra assistir ao filme e se eles aceitavam meia... kkkk! Claro que vou correr na locadora pra alugar o filme, pois fiquei mega curiosa, e depois comento por aqui. :)


F E S T A   D E   B A B E T T E

IX Edição

6 a 9 de agosto de 2013



Prezados amigos,

Com muita alegria realizaremos, pela nona vez, a tradicional Festa de Babette no Aquavit. Mais uma vez, entraremos no clima do filme do diretor dinamarquês Gabriel Axel, A Festa de Babette, baseado no conto de Karen Blixen.

Para os que não conhecem o filme – afinal, ele levou o Oscar em 1988, quando muitos dos clientes Aquavit sequer tinham nascido ou ainda não frequentavam cinemas -, relembro que nele, a cozinheira Babette, na Dinamarca de quase 160 anos atrás, com a experiência trazida de seu trabalho em Paris, prepara e serve um jantar a um grupo de aldeões pobres e severamente lutheranos. A companhia, os odores, o paladar, o prazer, os desperta para sentimentos até então desconhecidos e, embora o filme não dê essa continuidade, jamais voltaram a ser os mesmos. Babette também realiza seu sonho, gastando todas as suas economias mandando vir de fora os ingredientes para reconstruir, mesmo que por uma noite, seu passado de glória na Paris do século 19.

Aqui no Aquavit, mesmo depois de tantos anos, é também uma festa para todos nós esses dias em que o banquete é reproduzido. Particularmente, eu adoro fazer esta festa, seguindo antigas receitas francesas, enquanto exercito meu paciente lado artesão.

Como tradição é tradição, primeiro, vamos mostrar o filme e depois, quando todo mundo já estiver com água na boca, seduzidos pela magia de Karen Blixen, pela Babette e pelo cheiro vindo da nossa cozinha, serviremos o menu à risca, sem mudar uma vírgula, como Babette serviu em 1860.

Venha celebrar conosco.

Simon Lau





MENU FESTA DE BABETTE


Consommé de tartaruga verdadeira
(Jerez Amontillado 12 Años El Maestro Sierra - Espanha)


Blinis Demidoff com smetana e ovas de salmão
(Champagne Moët & Chandon, Impérial, Brut, França)


Cailles en Sarcophage
Codornas recheadas com trufas de verão e foie gras)
(Domaine des Grands Chemins, Crozes-Hermitage, Delas 2007- França)



Brie de Meaux au Lait Cru Andre Collet
Comte Le Montagnard
(Vinho do Porto Graham`s Six Grapes - Portugal)


Baba au Rum com frutas secas
(Sauterne Chateaux Gravas 2006 – França)


Café com Petit-fours





•   Preço por pessoa: R$ 480,00
Esse valor inclui, além do jantar, menu de vinhos – 1 taça por prato - água, refrigerantes, café, serviço, filme e traslado (opcional). Pedidos extras serão cobrados de acordo com a carta de vinhos do Aquavit.



•   Serviço de microônibus:

Para utilizar o serviço de microônibus, favor informar, no ato da reserva, o horário escolhido, entre as duas opções:

18h30 - Kubitschek Plaza, Setor Hoteleiro Norte – para os que forem ver o filme

20h30 - Kubitschek Plaza, Setor Hoteleiro Norte – para os que vierem apenas para jantar.

O transporte de volta para o local de partida será em torno das 23h30. Lembramos que, em frente ao Kubitschek Plaza, normalmente há serviço de táxi disponível.

 
•   Dias e Horários:

1)     terça-feira 6 de agosto:         filme às 19 horas  -    
        jantar às 21 horas

2)     quarta-feira 7 de agosto:       filme às 19 horas  -    
        jantar às 21 horas

3)     quinta-feira 8 de agosto:       filme às 19 horas  -    
        jantar às 21 horas

4)     sexta-feira 9 de agosto:         filme às 19 horas  -
jantar às 21 horas


•   Reservas:

1.   Pelos telefones (61) 3369-2301 ou (61) 9167-0037, de segunda a sexta, das 14h00 às 19h00 com Maria Sílvia.

2.   Pelo e-mail reservas@restauranteaquavit.com, indicando o dia desejado e informando o telefone de contato para retorno e confirmação.

3.  A reserva só será válida após o pagamento antecipado feito até dia 31 de julho próximo.

4.  Outras informações quanto à forma de pagamento poderão ser prestadas pelos números telefônicos acima ou por nosso e-mail.

domingo, 21 de julho de 2013

Yujin

Porque comida japonesa sempre tem o seu lugar. A qualquer hora, em qualquer dia. Sim, sou dessas. Amo demais da conta e sou das tradicionais, gosto do sashimi e sushi sem muita invenção, apesar que... ADORO inovações, sabores diferentes e viva a criatividade! Vamos combinar que é muito bom sair da mesmice, aventurar-se no novo, ousar! Só não entendo, contudo, essa devoção pelo cream cheese nos sushis, temakis, afff.... Cream cheese não, por favor. Rs. Se é pra inovar, que se inove decentemente, rsss.

A par dos comentários acima, vou comentar sobre o Yujin, restô japonês localizado na 408 sul. E, desde já, já vou deixar minha conclusão: é apenas ok. Estava tudo bem feitinho, contudo não havia nada que fosse além do lugar comum. Maaas, isso tem uma explicação! Não tive curiosidade de ler a comanda do rodízio (feio pra mim, eu sei! rs). Só depois que fiquei sabendo que a Casa tinha uns especiais. Poxa vida! Porque os garçons não nos ofereceram??? Eu acho que isso faz parte do atendimento: divulgar o que o restô tem de melhor!!!

De entrada, fui de tataki de salmão, que leva leite de ostras. Uma delícia! Perguntei à garçonete os ingredientes. Ela me respondeu e logo em seguida perguntou se eu queria outro. Que gentil! Respondi que sim. Claro, né?!?! Comida vai, comida vem, pergunto pelo tataki e obtenho a resposta de que havia acabado. Como assim??? Helloooo!!! rsss



O ceviche estava bem gostosinho também, nada excepcional, mas correto.



Sou muito apaixonada por shimeji e esse estava bem bom, viu!




Hot Holl. Não experimentei, mas a tchurma da mesa aprovou:




Fotos do buffet:






O buffet também tem pratos quentes, não fui, porque quando vou a um japonês, eu fico mais nos frios. Eu gosto mexxxmo!!! Hehehe!

Uma falha, a parte da sobremesa, que era rolinhos de chocolate e banana caramelada, estava na ala das comidinhas quentes, só que fria! Ah não... esse tipo de sobremesa tem que ser feitinha na hora, pra ser servida quentinha. A qualidade é outra... Dei uma mordida no rolinho de chocolate e deixei o resto, afinal não irei consumir excesso de calorias em vão, né não? rs

Enfim, tenho que voltar lá pra experimentar as especialidades da Casa e só então poderei fazer uma avaliação de verdade. Por enquanto, é isso!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sentindo-me uma Furby

Hora pra acordar. Hora pra comer. Hora pra malhar. Hora pra estudar. Hora pra trabalhar. Hora pra interagir com amigos.... simmmm... hora até pra isso! Bem assim, vivendo tal qual um Furby. Esses somos nós. Nossa realidade. Mecanicamente, seria? E se a gente foge desse padrão é a culpa que nos consome, mais que a rotina. Se não for pra ser refém da rotina, seremos da culpa. Não temos escapatória? Pobres de nós...

E assim seguem os dias. Vamos vivendo uma rotina já imposta, sem qualquer tipo de questionamento. Tem tempo pra parar e repensar alguma coisa? Não, não dá. Cada minuto é muito precioso. O mundo não para pras nossas neuroses. "E assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade".

Pra quem não sabe,  Furby é um brinquedo que tem hora pra tudo. A diversão da criança é cuidar dele, porque ele tem hora pra comer, pra dormir, pra sei lá o quê... Eu acho que é assim, não tenho certeza. De qualquer forma, quem da minha geração (3.0 em diante, rs) não se lembra dos tamagotchis? O bichinho de estimação eletrônico? O Furby é mais ou menos isso. Só que com um detalhe: o Furby pode ser alimentado por um aplicativo que pode ser baixado no celular ou no tablet. Eu não digo que eu gostaria de ser alimentada virtualmente, até porque já está mais do que pacificado minha paixão pela arte de comer. Mas, gostaria muito de fazer atividade física por um aplicativo. Bastava dar o comando e... Pronto! Eu já estaria toda malhadinha, rsss.

Essa minha louca comparação com o Furby se deu porque hoje no meio da tarde me vi olhando desesperada pro relógio e pensando: Meus Deus, já passou da hora de comer! Sim, porque de acordo com os nutricionistas, nós temos que comer de 3 em 3 horas. Somos ou não Furbys??? Rsss.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Alex Vallauri


Conferi a exposição de Alex Vallauri no Museu de Arte Moderna de São Paulo e olha, gostei! Grafiteiro, esse artista com uma certa irreverência foi o precursor da arte de rua. Olha aí as fotinhos de alguns de seus trabalhos:













Eu fui bater um papo com a mocinha, mas acho que ela não gostou, rsss.

Essas figuras não são apenas divertidas, alegres... Alex questionava o consumismo e retratava o cotidiano do povo, por isso flertava com o brega como uma negação à estética burguesa. Também esteve engajado na época da ditadura militar e pode demonstrar sua insatisfação em alguns dos seus trabalhos.








Alfinetes/Censura, 1973

Eu curti!!! :)