Aproveitei esses dias mais tranquilos que estou tendo para conferir alguns filmes que estão concorrendo ao Oscar. Os que concorrem à estatueta são: Argo, Django Livre, Os Miseráveis, O Lado Bom da Vida, Amor, As Aventuras de Pi, A Hora Mais Escura, Lincoln e A Indomável Sonhadora.
Argo: já falei sobre ele aqui no blog. Muito bom, baseado em uma história real, com ótima direção e atuação de Ben Aflleck. Mas acho que não tem chances de levar o Oscar, considerando os outros filmes.
Django Livre: obra-prima do Quentin Tarantino. O que falar desse filme? É tão Tarantino. E que bom que ele é sempre tão fiel ao seu estilo. Ódio, vingança, heroísmo. Mas também AMOR. E o que é a vida sem ele, ora pois? Na época da escravidão, Django, um escravo, se torna um homem livre e vai em busca da sua esposa também escrava. O filme mostra a crueldade que marcou a época da escravatura, com muita morte e sangue - algo bem peculiar aos filmes de Quentin. Só que nos filmes de Tarantino, o lado fraco sempre consegue sua vingança de forma tão hollywoodiana - do jeitinho que a gente gosta - deixando-nos extasiados. Sentimos-nos vingados tal qual o personagem principal. É excelente, mas não é o tipo de filme que se ganha Oscar.
Os Miseráveis: Adaptação musical de um romance de Victor Hugo, a história se passa no epicentro da Revolução Francesa e narra o drama de Jean Valjean. É interessante observar que há uma grande conotação religiosa, mas, ainda assim, a miséria vivida por um povo não deixa de ser abordada, muito menos o idealismo de uma geração. E é por isso que o nome da obra do grande poeta e dramaturgo Victor Hugo se chama Os Miseráveis. Achei o filme emocionante e o destaque para mim foi a interpretação excepcional de Anna Hathaway cantando I dreamed a dream. O que foi aquilo, hein? Para mim, é uma cena que já ficou para história do cinema. Apesar de musicais não agradarem o grande público, tenho visto as pessoas falarem muito bem. Tenho a leve impressão que o Oscar de melhor filme será dele. Esse fim de semana a gente vai saber, rs.
O Lado Bom da Vida: Sabe aquele ditado "de perto ninguém é normal"? É bem essa mensagem que o filme nos passa, hahaha! O filme conta a história de um rapaz bipolar, que fica internado por um tempo, e quando volta pra casa se envolve com uma moça com os "mesmos problemas" que ele. O interessante no filme, como disse na introdução, é observar que as pessoas consideradas "normais" talvez sejam mais pertubadas do que os ditos "problemáticos". É um filme que nos permite fazer várias análises interessantes, pois mostra muito da realidade: pessoas que tentam se encaixar no padrão-felicidade-ditado-pela-sociedade, mas que vivem angustiadas, infelizes, vivendo de aparência, estressadas.... É triste quando fugimos da nossa essência tentando ser quem não somos. Mas, tirando essas minhas análises filosóficas (rsss), o filme é divertido e passa uma mensagem muito bonita. Mas, sem chance pro Oscar, eu acho. Vai saber... tudo é possível...
As Aventuras de Pi: Às vezes eu me questiono o porquê de tanto amar a arte, nas suas mais variadas expressões. Talvez seja porque ela nada mais é do que a manifestação de sentimentos, o momento em que deixamos o coração falar e a almar se abrir por inteiro. Um grande filme pra mim é aquele que nos mostra a pureza e a grandiosidade da nossa humanidade, que fala de coisas que só a alma pode entender. Bem, toda esse lenga-lenga foi pra dizer que As Aventuras de Pi é um filme lindo e de muita sensibilidade. Nem vou adentrar no mérito da história. Acho que não leva o Oscar, mas se levar, eu ficarei muito feliz. Ah! Depois que assisti ao filme, eu disse ao meu vira-lata mais amado do mundo, o Bidu: Você é o Richard Parker da minha vida. Pra sempre!!!
Lincoln: Olha, depoimento honesto... no começo o filme é meio entediante, até dá um sono... aqueles diálogos cumpridos... o desenrolar da história meio parado... só que a coisa vai evoluindo... a votação na Câmara para aprovar a 13ª emenda da Constituição Federal, que irá abolir a escravatura, nos prende de tal forma, que o filme se torna envolvente. É um bom filme e ponto final. Nada mais do que isso. Pode ser que leve o Oscar, considerando que estamos falando de um país patriota. Maaas, continuando com a minha honestidade, ficarei meio desapontada se ele levar a estatueta.
Amor não assisti. Até tentei, mas não deu certo. Dizem que é um filme lindo, porém triste, muito triste. Não sei se quero ver não... estou com medo, rsss. A Indomável Sonhadora ainda não está nas telas do cinema. Vi o trailler e fiquei looouca pra vê-lo. Assim que estrear, vou conferir, claro!!!
Bem, esse post foi uma grande brincadeira minha, dei uma de "crítica" de cinema. Hahaha!!! Bem, sou apaixonada por cinema, histórias, artes etc. E, claro, o que rola nesse mundo acaba me deixando com as anteninhas ligadas. Os engajados artisticamente não estão nem aí pro Oscar, com razão. Há tantos interesses comerciais, financeiros em questão, que talvez o verdadeiro comprometimento com a arte fique um pouquinho - ou bastante - de lado. Enfim... não dá pra levar muito a sério os jurados dos Oscar, rsss. O importante são as histórias lindas e maravilhosas contadas na telinha do cinema, que nos emocionam, nos fazem rir, chorar, que nos tocam de alguma forma e, sim, são capazes de nos fazer pessoas melhores.