segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Grand Cru

Então que fomos parar no Grand Cru, meio sem querer, para um jantar deliciosíssimo. Daqueles momentos não planejados que se tornam um grata surpresa. 

O Grand Cru muda seu cardápio semanalmente. As opções do dia em que fui eram simplesmente maravilhosas. Eu fiquei muito tentada entre um que levava polvo (amo!) e o que eu pedi. Bem, não sei se o polvo estava de fato bom, só sei que a minha opção me tirou exatamente de onde eu estava e me levou diretamente à lua. Voei... que prato espetacular! Alguns pratos nos emocionam, nos tocam profundamente, nos despertam sensações inebriantes. E esse foi o caso...

Sim, a escolha feliz, que me deixou extasiada, foi um robalo com purê de banana e queijo maasdam. O robalo estava crocante por fora e macio por dentro, extremamente bem preparado. Mas, a estrela da noite foi o purê... Uau!!! Que arraso!!! Que coisa mais maravilhosa!!! Foi uma combinação perfeita, em que os dois sabores, do queijo e da banana, se entrosaram, sem querer aparecer mais que o outro, rs. Fizeram muito bonito!







Só tenho a agradecer por ter tido a oportunidade de saborear uma comidinha tão, tão, tão, tão, tão (infinitamente tão) maravilhosa!!!! Rsss.

Outro prato que pairou na mesa foi uma salada muito deliciosa e caprichada! Não tem ela no cardápio, mas é só pedir que os garçons sabem do que se trata. Leva folhas verdes, shimeji, queijo de cabra e outras coisitas mais.





E para deixar a noite refrescante, pedimos um vinho rosé, o Secret de Comptoir Côtes de Provence. Composto de Syrah, Grenache e Cinsault, é um vinho bem gostosinho. Como não tomamos tudo, o que sobrou levei para casa pra terminar de ter uma noite feliz e saborosa! Amomuitotudoisso.



O Grand Cru tem um ambiente muito agradável, em meio a uma adega, o que dá um quê meio rústico. É o lugar ideal para quando se que ter um jantar mais sofisticado ou simplesmente viver as coisas boas da vida... :)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Elysium

O que me fez muito querer assistir ao filme Elysium, foi a tão esperada estreia de Wagner Moura em Hollywood (meu eterno Capitão Nascimento, rs). E sim, foi ele a única razão de me fazer querer assistir a esse filme. Não porque os outros atores não sejam bons, ao contrário, acho Matt Damon, Jodie Foster e Alice Braga excelentes, mas porque a história, antes mesmo de assisti-la, não me apeteceu. Mas, tenho um compromisso com o Wagner, rs. Sou uma grande admiradora desse artista que é extremamente comprometido com o seu trabalho, que não tem vaidades. Isso mesmo, ele até tem uma certa aversão a holofotes, o que é louvável nesse mundo onde todos querem ser protagonistas e aparecer a qualquer custo.






Pois bem, Elysium é uma ficção científica que, de certo modo, remete ao que vivemos atualmente sob o aspecto das desigualdades e injustiças sociais. Em 2154, a Terra está extremamente poluída e os mais ricos criam um mundo paralelo, fora da Terra, que é um verdadeiro paraíso. Enquanto isso, no Planeta Terra, vive-se uma vida miserável, a força de trabalho é explorada ao máximo e o que importa são os lucros. Nesse aspecto engajado - politicamente correto - o filme até que é interessante. Mas, no aspecto "um grande filme" deixou a desejar. É um filme de ação, que nos deixa bem apreensivos, mas, apesar do esforço grande, não nos emociona tanto. Só que, cá entre nós, meu Wagner Moura mandou muito bem!!! Ele é a estrela do filme e isso não é a mera opinião de uma fã. A crítica lá fora tem falado muito bem de sua atuação. Que orgulho desse menino!!!

Enfim, para entretenimento, o filme tá valendo...

 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Restô no RJ: Zuka!

Dessa vez fiquei hospedada na Barra da Tijuca, em razão do Rock in Rio. Ainda não conhecia a Barra. É bacana, lembra Brasília, muitos prédios, condomínios fechados. Mas, nada se compara ao glamour e encanto de Copacabana/Ipanema/Leblon. Que saudade que me deu de andar por aquelas ruas, onde me parece que as pessoas não estão preocupadas em ter, mas apenas em ser, em viver o que há de tão belo. Algo que me parece ser tão carioca: viver o que há pra viver da melhor forma possível, aproveitando o dia, carpe diem! Por Deus, como amo essa cidade!!! 

Achei meio complicado passear/comer na Barra. Até porque é tudo distante e se resume aos shoppings. Há muitas opções, entretanto. No sábado, já que não íamos ao rock in rio, resolvemos almoçar bem, em um legal bacana. Escolhemos o Zuka no Barra Shopping.

O Zuka é um restô contemporâneo. Adoro restaurantes assim, com essa proposta diversificada. Acho excelente a ideia de se abrir o cardápio e ter as mais diversas opções: peixe, carne, massas e por aí vai! Quando se está em turma, não há nada melhor. Cada um escolhe o que quer e todos saem ganhando!

Primeiro, como o dia estava quente e podíamos nos entregar ao álcool tranquilamente (sem medo de blitz, rsss), pedimos um espumante rosé pra refrescar e abrilhantar nossa tarde: o Adolfo Lona Brut Rosé. Esse espumante nacional tem um ótimo custo-benefício!


  

Pedimos uma entrada que levava legumes grelhados, queijo gran padano (amo!), tomates assados... hummmm.... muito bom! É bom esse tipo de entrada que não rouba a cena, deixando muito apetite ainda pro principal.  (PAUSA PARA HISTÓRIAS GASTRONÔMICAS. Lembrei-me agora de um restô que fui na Bahia e pedimos como entrada minis-acarajés. Claro, quando a moqueca chegou, não tínhamos condições de comê-la de tão satisfeitos que estávamos, rssss. Não sei quem é mais sem noção: se o restaurante ao oferecer esse tipo de entrada ou se nós que a ecolhemos. kkk.)




De principal, fiz um daqueles pedidos bem felizes, que nos deixam super satisfeitos e agradecidos: atum semi-cru com tagliatelli de pupunha acompanhado de infusão de raiz forte ao leite . Uau!!! Que coisa maravilhosa, meu Deus!!! Achei incrível esse prato. Leve e extremamente saboroso. O tagliatelli de pupunha parece uma massa, só que com muito menos calorias. Hahaha! O molho de wasabi, que vem à parte, dá um toque muito especial e ele estava bem leve e discreto. De uns tempos pra cá, molhos e espumas de wasabi (raiz forte) têm caído na minha graça. O prato só não foi 100%, por conta do ponto do atum. Pro meu gosto, o atum fica melhor quando selado só na superfície mesmo, sem deixar o calor ir além, de modo que não cozinhe o interior. Mas, isso só foi um detalhezinho, que não comprometeu de sobremaneira esse prato que é o máximo.



O outro prato da mesa foi o camarão em crostas de pão com alho com risoto de limão siciliano. Um prato excelente também! Saboroso e requintado.



 E teve também o picadinho, que também fez bonito.


De sobremesa, cheesecake de frutas vermelhas. Uma delícia!

 
A Chef Ludmila Soeiro - aquela que participa do Panela de Pressão do Mais Você, nada simpática por sinal, rsss - inova e surpreende na cozinha do Zuka. Outras opções do cardápio chamaram muita minha atenção, fiquei com vontade de experimentar muita coisa ali. Quero voltar, com certeza. Tem Zuka também no Leblon. Dica ótima pra os amantes da gastronomia.
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Rock in Rio!

Pela primeira vez, fui ao rock in rio. Tenho que fazer o registro dessa experiência maravilhosa que eu vivi. Fiquei encantada com a organização e estrutura da cidade do rock. A cidade é linda e divertida! Parece um parque de diversão. Até os banheiros, apesar de ser um evento com 85 mil pessoas por dia, estavam constantemente limpos e com papel (claro, não é aquele primor de limpeza, mas estavam "usáveis"). As pessoas numa vibe ótima. Todo mundo feliz por viver esse evento que celebra a música!

O palco mundo ao fundo
 
Rock Street. Em cima, a banda cover dos Beatles que mandou muito bem!
 
Evandro Mesquita se apresentou com sua banda na Rock Street

É uma verdadeira maratona passar um dia na cidade do rock, muito cansativo, mas vale a pena demais (12 horas seguidas - chegávamos às 15h e íamos embora às 3h da manhã). É simplesmente indescritível a oportunidade de se ver vários artistas maravilhosos em um só dia! Fui em dois dias, no da Beyoncé e no do Justin Timberlake. É tanta gente boa, tanta coisa super acontecendo, que as grandes atrações ficam um pouquinho apagadas. O que explica melhor a incrível sensação de viver o rock in rio é o conjunto de tudo o que se tem lá, não há nada isolado que justifique esse evento ser tão grandioso. Ele só o é em razão das inúmeras sensações e emoções que se vive com tudo o que acontece lá durante o dia todo e é muita coisa, viu!


Palco mundo



Apresentação da Selah Sue no palco sunset
  
Palco Mundo. Homenagem ao Cazuza.

Fazendo uma retrospectiva, posso tentar descrever o que mais marcou e corro sérios riscos de cometer injustiças: primeiro, a cidade é enorme. Isso chamou muito minha atenção. A gente anda muito por lá (pernas pra quê te quero! rs), afinal há muita coisa interessante. Havia 3 lugares que rolavam som: o palco mundo, o palco sunset e a rock street. E andar de um canto pro outro não é mole não, rs. A rock street desse ano era em homenagem aos Beatles. Muito bacana o que rolou lá! Assim que começava os shows no palco mundo, sempre às 18h30, havia uma apresentação de fogos de artifício pra deixar o evento mais lindo e emocionante. É de arrepiar! No primeiro dia, gostei muito da apresentação da cantora belga Selah Sue no palco sunset. Maravilhosa! Ela passeia pelo reggae, hip-hop, entre outros gêneros. Gostei tanto que até comprei o CD, rs. Não parei até agora de ouvir. Só dá ele no som do meu carro. Teve também a homenagem ao Cazuza, que foi muuuito emocionante. Ney Matogrosso arraaasoooou. De acordo com a crítica, foi uma das apresentações mais marcantes de toda sua carreira. Ele estava inspiradíssimo, sem dúvida. Ivete com sua energia e bom humor, arrasa! Já gostava do David Guetta, depois da apresentação dele, virei fã! Ele é muuuito bom. No segunda dia que fui, JQuest fez uma show muito animado. Depois, foi a vez da Jessie J, que mandou muito bem. Não conhecia muito o trabalho dela e agora estou curtindo muito. Tenho que adquirir o CD, rs. Alicia Keys é uma artista muito talentosa, carismática e fez um show belíssimo. O Justin Timberlake, sem maiores comentários. Ele é tudo de bom sim!!!

De pernas por ar! Claro, entre um show e outro, sentávamos e deitávamos pra descansar um pouco. Levamos uma canga para tanto. A grama sintética ajuda!

Um show à parte: fogos de artifício!

Amei a experiência que vivi no RiR. As pessoas na maior paz, curtindo, se divertindo, sendo felizes. Tudo muito tranquilo mesmo. Os pais com seus filhos, crianças, um ambiente familiar, sem confusão. Um evento incrível! 2015, estarei lá!!! Com fé em Deus, rs.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Vanessa da Mata canta Tom Jobim

Um dos álbuns desse ano, que está no mercado há um tempinho, mas só há pouco tempo fui adquirir, e que caiu na graça da crítica e do grande público é o Vanessa da Mata canta Tom Jobim. Com um repertório apaixonante e arranjos inovadores, esse álbum é resultado de um projeto da Nívea que lembra os 20 anos de morte desse grande artista, que é considerado um dos maiores músicos brasileiros.



 
Não tenho me cansado de ouvir, é realmente esplendoroso. Sempre amei o trabalho da Vanessa e, mais uma vez, ela arrasa!!! Além dessa grande intérprete, um ponto forte desse álbum é o trabalho feito pelo famoso arranjador Eumir Deodato, considerado um gênio da música. Eu me emociono com todos os versos de Tom Jobim... Pra quem ama bossa nova, assim como eu, ter esse CD no carro e ouvi-lo enquanto se aprecia as paisagens dessa Brasília linda de viver é um prazer imensurável...





Olha aí as músicas que compõem o CD:


 



domingo, 8 de setembro de 2013

Empório Albamonte

Lá na 203 norte, tem um cantinho pequenininho e aconchegante pra se ter uma refeição farta, caprichada e saborosa. Sim, estou falando do Empório Albamonte. Há tempos um amigo me fala de lá e há tempos estávamos naquela de "vamos almoçar lá qualquer dia desses", até que esse almoço, enfim, aconteceu! Para minha felicidade. E foi em um daqueles dias que me dedico aos prazeres da vida. Aproveito para comer fora, pegar um cineminha, visitar uma exposição, me embelezar, enfim, um dia dedicado a mim em pleno meio da semana. Sim, eu preciso desses momentos pra recarregar as baterias, descansar da correria e me fazer feliz. É muito interessante ter esses momentos sem ser no fim de semana, como se estivesse de férias em sua cidade, vivendo-a por um outro ângulo.





O Empório Albamonte é um espaço pequeno, mas agradável, com mesinhas fora e dentro. Como estava bem quente esse dia, preferi sentar dentro por conta do ar condicionado.

Como entrada (cortesia da casa), foram servidos pãezinhos com pastas  - cream cheese com mostarda, que ficou muito maravilhoso, geléia de laranja com pimenta, para o meu paladar poderia até estar mais apimentada, e manteiga.





Lá funciona no almoço e no jantar. Achei o cardápio maravilhoso, com opções diferenciadas, elegantes e, a depender do almoço que vivi, deve ser tudo muito saboroso. No almoço, sempre tem o prato do dia e as opções de filé, frango e peixe podendo escolher os acompanhamentos. Detalhe: os preços são ótimos! E mais, indo no prato do dia, temos direito aquele combo que é só alegria: entrada + principal + sobremesa. Fomos no prato do dia.

A entrada era uma salada tropical com molho de maracujá: simples e bem feitinha. Só não me agradou muito o molho de maracujá, acho que não realçou o sabor das folhas, deixou a desejar.



De principal, a opção do dia era aquilo que eu denomino como comida de verdade, rs. Deixe-me explicar, comida de verdade pra mim é o arroz com feijão. E se tiver uma farofa, melhor ainda! Rs. E tem dias que tudo que quero é essa comidinha de verdade, que eu não trocaria por qualquer prato feito pelo Chef mais renomado do mundo, rs. Então, nesse dia a opção era charque desfiada acompanhando arroz com queijo, feijão com linguiça e farofinha. Pense num prato bem servido. Pra mim foi praticamente impossível comer tudo. E estava bem bom! Meu amigo me falou que os pratos lá sempre são muito bem servidos. Obaaa!




Comidinha de verdade!!!

De sobremesa, havia duas opções, mas só lembro da minha, rsss: morangos com creme inglês e gelatina. Só que euzinha não curto gelatina. Alguém já viu isso? Rs. Pois é, gente, não gosto de gelatina. E aí que trouxeram a minha sobremesa só com os morangos e o creme inglês. Que delícia!!! Muito boa mesma: leve e saborosa!



Gostei muito da proposta do Empório Albamonte. O atendimento é excelente. No final, sugeri que esse prato do dia especificamente poderia ter vindo acompanhado de uma couve (adoooro!), então me foi informado que o que eles tiverem na cozinha, eles servem. Eles não ficam presos ao cardápio. Se eu tivesse falado antes, teria rolado. Hunf! Inclusive, pode-se ligar um dia antes e falar que se quer comer sei lá o quê, que eles dão um jeitinho de preparar, claro, se eles tiverem os ingredientes. Legal isso, né? Isso conquista e agrega! Ponto pra eles.

Com certeza, voltarei lá pra viver muitos outros momentos felizes, fartos e saborosos!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Exposição O Império em Brasília

Hoje, o assunto do post será sobre Direito Constitucional... Kkkkkk! Não é bem assim, mas tem um pouco a ver.

Já que minha priminha está trabalhando como Mediadora nessa exposição, aproveitei pra ir visitá-la e dar uma conferida no que está rolando por lá.

O Império em Brasília - 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823 conta um pouco a história do Império e da primeira representação política em nível nacional a funcionar no país, que foi instalada em 3 de maio de 1823 como Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil. Só que o Imperador D. Pedro I a dissolveu com 6 meses de funcionamento. Mas, tá valendo... ela foi a primeira! Rs.

Segue uma explicação dessa época que é muito importante pra história do nosso país: "D. Pedro I dissolveu a Assembleia em 12 de novembro de 1823, com uso de força militar, depois do acirramento das discussões em torno de um projeto de lei sobre a liberdade de imprensa. E a Constituinte tinha apenas seis meses de funcionamento. Os deputados reagiram, em vão, à violência do imperador, no evento que passou à história como a "Noite da Agonia". No entanto, a dissolução da Assembleia Constituinte pelo imperador não reduziu sua importância. Ela representou um marco na história política e constitucional do país e o primeiro espaço de representação parlamentar".

Com a dissolução da Assembleia Constituinte, a primeira Constituição Federal do Brasil, de 1824, foi outorgada, isto é, sem participação popular.

A exposição conta esse período por meio de textos, obras de artes, objetos decorativos etc. Segue um pouquinho do que capturei por lá:


 
Réplica da Coroa usada por D. Pedro I. É linda e bem pesadinha,rs.
Olha aí a carinha da nossa primeira Constituição. Fofa, né? Rsss.
Pulseira de escrava. Isso mesmo! O senhor, quando muito rico, nos dias de festa, colocava ouro nas escravas para mostrar sua riqueza. Afff... Vaidade pouca, não! Nada diferente de hoje, quantas pessoas possuem uma necessidade enorme de mostrar o que possuem, né?
Princesa Isabel. D. Pedro II, pai de Isabel, amava tecnologia, por isso, o quadro acima não é uma pintura, trata-se de uma foto pintada, o que era uma grande novidade à época. Ao vivo, pode-se perceber a intensidade das cores. Um belo trabalho. Já a escultura, naquele tempo, era feita com molde do próprio rosto. Na exposição há outras esculturas de personagens famosos daquele período e percebe-se claramente a diferença das pinturas - em que era feito um photoshop, rs - com a escultura. 

Objetos da Princesa Isabel. A sombrinha foi feita com rubis. Linda e delicada. Afinal, estamos falando da nobreza, rs.
Não me lembro exatamente o significado desse objeto, só sei que ele foi feito totalmente por penas de animais, não há nenhuma aplicação de tinta. Todas as cores são correspondentes às das penas. Incrível, né?
Minha prima, ótima mediadora (sabe tudo! rs), me passou muitas outras informações, das quais não me recordo com muita precisão, rs. Mas, uma me lembro bem: o verde e o amarelo da nossa bandeira não são em razão da mata e do ouro, como muitos acham, mas porque essas cores faziam parte do brasão da família Bragança. Hum! Bom saber, né? Ah! E tem outra muito legal também: A Princesa Isabel fez questão de trazer pesquisadores de Portugal para estudar sobre a botânica brasileira. Trouxe também pessoas pra registrar por meio da pintura o povo. Na exposição, há alguns quadros retratando a forma de viver da população, bem como os negros. E, por meio dos quadros, é possível perceber a diferença física entre os negros: uns baixos, outros bem mais altos, dentre outras características. Isso porque eles eram trazidos de países diferentes, em que não era falado o mesmo idioma, justamente para que não se juntassem e se rebelassem.

A exposição acontece no Salão Negro do Congresso Nacional, até o dia 20 de outubro.

É muito bom conhecer um pouco mais sobre a história do nosso país! :)

domingo, 1 de setembro de 2013

L'Entrecôte de Paris



Para aqueles dias que não se quer pensar muito, em que a objetividade é tudo, sem perder a elegância e o bom gosto.... isso, jamais, rsss..... a pedida é o L'Entrecôte de Paris. Isso porque esse restaurante, que está super badalado, serve apenas um prato, daqueles marcantes, que ficam na nossa memória e que volta e meia temos muita vontade de repetir a dose: entrecôte fatiado com um molho super delicioso (receita jamais revelada) acompanhado de batatas fritas! Simples (como a vida deve ser) e tudo de bom!!!

O ambiente é muito gostoso, algo bem parisiense, puro charme!






De entrada, é servida uma salada basiquinha, com alface, tomate e nozes com um molhinho especial, bem delicinha!




A criança que habita dentro de mim ama batatas fritas loucamente, do tipo que poderia comer todos os dias, sem problema algum! Rs. E lá no Entrecôte, ela é servida à vontade, assim como o molho. A carne não tem repeteco, mas eu a achei extremamente bem servida, de modo que nem consegui comer toda. Já a do almoço executivo, de segunda a sexta, tenho a sensação de que vem menos, pois consegui comer tranquilamente e repetir várias vezes batata frita! :) Sim, no almoço executivo o preço é mais em conta.



O molho, esse sim, eu peço sempre mais, mais e mais!!! Porque é muito, muito, muito bom e eu molho bem as batatinhas... hummmmm.... porque comer é um dos maiores prazeres da vida!!! A mais pura felicidade!!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Flores Raras

É simplesmente maravilhosa a sensação que se tem ao sair do cinema depois de assistir um grande filme. Ainda mais quando esse filme é poético, sensível e nos conta uma história de amor baseada em fatos reais.




O filme conta o romance entre Elizabeth Bishop, norte-americana, considerada uma das maiores poetas da língua inglesa, e de Lota de Macedo Soares, arquiteta brasileira e uma das idealizadoras do Parque do Flamengo (considerada grande arquiteta e paisagista apesar de nunca ter cursado universidade). 

Elizabeth era uma mulher frágil, tímida, introspectiva e não muito bem resolvida com o seu trabalho. Angustiada com a vida que estava levando, resolve, então, fazer uma viagem pelo mundo e a sua primeira parada foi no Rio de Janeiro, onde iria passar apenas alguns dias. Ficou hospedada na casa de Lota, amante de uma grande amiga de Elizabeth. Então que as duas - Elizabeth e Lota - se apaixonam e o que era pra ser apenas alguns dias tornaram-se 17 anos. Lota, por sua vez, é uma mulher forte, autoritária, que não se submetia às convenções sociais.

O filme narra a história de amor dessas duas grandes mulheres paralelamente ao trabalho que as duas realizaram. Grande parte das poesias de Elizabeth foram feitas em Petrópolis, onde morava com Lota. O filme conta ainda as adversidades vividas pela poeta quando criança e a repercussão que isso teve em seu trabalho.

Dirigido por Bruno Barreto, o filme narra ainda o período político vivido pelo Brasil na década de 60, o golpe militar e as impressões de uma norte-americana sobre o comportamento passivo dos brasileiros, o que é muito interessante.

Com Glória Pires e Miranda Otto, o filme é belíssimo e o que achei mais interessante é que não há nenhum engajamento com a homossexualidade. O filme conta a história de amor entre duas mulheres de forma muito natural, tranquila, sem querer levantar qualquer bandeira. Ponto forte do filme é a interpretação incrível dessas duas atrizes e não duvido nada que role indicação pro Oscar como melhor atriz. Merece!!!

Segue um lindo poema de Elizabeth, que faz parte do contexto do filme:


A arte de perder


“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “

Filme excelente!!! Uma grande produção nacional.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Villa Tevere

O Villa Tevere é como um bom filme clássico: sempre agrada! Tive um jantar delicioso dia desses lá. Já falei dele aqui no blog. Fui em plena quarta-feira e estava super movimentado. Quando a Casa manda bem, não há tempo ruim. 

Pra dar início aos trabalhos, fomos em um vinho que eu amo: o Clava Quintay Pinot Noir. Um vinho leve, sem muitos taninos, fácil de beber e simplesmente delicioso!!! Como eu amo um bom vinho... Sempre!




De entrada, fomos na Insalata Rustica (hortaliças frescas do dia, cenoura em fios, tirinhas de presunto cru tipo parma, azeitonas portuguesas e torradas com queijo brie ao forno) e no Couvert (cesto de pães, azeitonas, abobrinha e beringela). Hummmm! Muito bom. A torradinha com queijo brie estava divina! E no couvert tinha um cream cheese com castanhas, que estava bem bom! Muitas vezes não vou de entrada, principalmente em almoços, que costumam ser mais rápidos. Além do mais, acabo evitando, porque sempre fico tão satisfeita, que nem usufruo do prato principal direito. Mas, em um jantar, com um vinho, em um momento especial, sem pressa, apreciando o bom da vida... Entradinhas sim, por favor! Rs.






De principal, fui de gnocchi al burro & sálvia (nhonque de aipim com manteiga e sálvia servido com picadinho de filé ao vinho). Um prato bem reconfortante, sem sabores intensos, nada extraordinário, mas muito saboroso! Uma boa pedida.








As amigas foram de Filetto Jazz Itália (medalhões de filé mignon ao molho reduzido da própria carne, vinho madeira, porto e pimenta verde; servido com risoto de queijo suíço, cebola e bacon levemente caramelizados e alho-poró crocante). Eu experimentei e esse prato estava simplesmente MARAVILHOSO! Veio diretamente do céu!!! Que delícia!!! Amei!!! A cebola caramelizada deu um toque muito especial juntamente com o alho-poró.






De sobremesa, fomos de banana flambada. Muito bem feita! Tinha um toque de canela, que caiu super bem.



A noite estava tão descontraída, a conversa animada, que ainda fomos de limoncello (licor de limão, bebida típica italiana). Muito saboroso, já andei experimentando outros por aí e o do Villa Tevere faz muito bonito.


 

Pra quem quer ter seguramente uma noite saborosa, desfrutando de pratos muito bem feitos, em um ambiente muito agradável, o Villa Tevere é uma ótima opção!