quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Artista - o encanto genuíno do cinema!

Não que eu pudesse (nem deveria), mas me dei o luxo de ir ao cinema em plena segunda de uma semana normal. Pois é, luxo, para mim, não é andar de bmw ou morar no metro quadrado mais caro de Brasília (isso tudo é demais, sem dúvida, rs), mas sim permitir-se fazer o que gosta. Tenho muito dedicação na hora de atender as minhas vontades (sim, eu me mimo! Eu mereço, rs).  E ir ao cinema sempre tem um gostinho muito especial para mim. Amo! Muito bom ir no meio da semana (ou no início, o que foi o meu caso), sem correr risco de pegar filas enormes ou shoppings lotados.

Essa minha ida ao cinema em plena segunda também se deu pela louca vontade de assistir O Artista. Estava mega curiosa e ansiosa para assisti-lo. Fui pensando: como será assistir um filme mudo em preto e branco? Que sensação terei? Daí que fui o mais rápido possível conferir.

Em um primeiro momento, fiquei desconfortável com a falta de diálogos, estava sentindo falta de algo a mais. Mas, isso foi só no começo mesmo, porque a história é tão dinâmica, que rapidamente se está facilmente entretido com o enredo do filme.




O Artista conta a história de um ator, George Valentin, que fez muito sucesso com filmes mudos e que não encontra espaço na era do cinema falado, isso em 1920. Na verdade, ele não aceita o novo e, de forma bem triste, vê a sua vida como artista declinar. Aliás, não apenas sua vida profissional, sua vida pessoal também anda de mal a pior. Como toda boa história de cinema, daquelas genuínas, que sempre encantaram o mundo, há um amor sutil, que irá resgatá-lo do fundo do poço e ajudá-lo a reconstruir sua vida. Peppy Miller, atriz que foi ajudada por ele no início de sua carreira, faz muito sucesso nessa nova era, e lhe estende a mão nesse momento tão crucial.



Para aqueles que amam cachorros (anjinhos de Deus), terá um motivo a mais para amar o filme. É que o George Valentin tem um cachorrinho, cuja relação entre eles é daquelas que nos emocionam profundamente. Coisa mais linda de se ver!


O Artista não tem nenhuma história surpreendente, fantástica, incrível. Acho que ele encanta pela simplicidade, por ser daquelas histórias que fez o cinema ser tão amado. Trata-se de uma história bonita, com uma trilha sonora intensa. Fazer um filme mudo em preto e branco na era 3D, onde há tantos efeitos tecnológicos, foi uma daquelas sacadas geniais. Não sei se o grande público irá gostar, esse filme é para aqueles que veem o cinema como arte. 

Fotos via imagens/google.  

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