Como já tinha feito um post no início de janeiro sobre o nhonque da fortuna do Panelinha, achei por bem colocar o título desse post como sendo o segundo. Justifico o porquê de um segundo post. É que dessa vez eu tenho fotos maravilhosas!!! E a cada ida, é uma surpresa a mais, outros sabores, outras emoções, nada mais justo que registrá-las aqui, afinal, aqui é o espaço para expor o que vivo e sinto.
O Nhonque da Fortuna, como já é tradição, acontece todo dia 29. Só que não fomos em um 29 normal, de um mês qualquer. Era 29 de fevereiro. E todo o misticismo que envolve esta data estava presente. Afinal, trata-se de um nhonque da fortuna, onde há todo um ritual: colocar a nota de dólar (alguns preferem colocar euro, hahaha!) embaixo do prato, comer os primeiros sete nhonques em pé e fazer um pedido para cada um. Superticioso nenhum pouco! Rs. Diante desse ritual e da data, fomos cheios de boas vibrações para esse banquete dos deuses.
Ao tomarmos posse dos nossos assentos, assim que chegamos no Panelinha, verificamos que na mesa tinha uma cartinha fofa para os comensais. E lá explicava a razão do nhonque da fortuna ser no dia 29. Faço questão de transcrever aqui no blog: "Conta a lenda que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu a porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e tinha pouco comida, mas apesar disso, eles não se importaram em dividir o seu nhonque com o andarilho, cabendo a cada um 7 massinhas. São Pataleão comeu, agradeu a acolhida e se foi. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro". Explicado?
De início, desfrutamos de uma mesa maravilhosa de legumes grelhados, antepastos e pães. Faz-se uma mesa muito bonita, para se comer com os olhos. Simples, sem nenhum ingrediente sofisticado, e especialmente saborosa. Ouvi um dia desses uma frase, que, para mim, é a mais pura verdade: "A simplicidade é o caminho mais curto para a felicidade". Essa máxima condiz com o Panelinha. É um lugar aconchegante, agradável e muito prazeroso. Não podemos exigir nem criar expectativas como se estivêssemos indo a um grande restô. Dentro da sua proposta, o Panelinha faz muito bonito.
Então, eu fui uma, duas, três, acho melhor parar por aqui. Concluindo, eu fui muitas vezes na mesa. Tinham uns morangos com molho de mostarda, que estavam muito gostosos. Os legumes grelhados estavam um espetáculo. Eu gostei de tudo. Alguns na mesa fizeram uma ou outra crítica (éramos nove). Eu achei tudo maravilhoso!
Vamos ao nhonque? O primeiro foi nonhque de batata asterix com molho ao sugo. É normal, mas gostoso. Como gosto muito de molho de tomate, me agradou. Alguns acharam que o nhonque poderia estar mais temperadinho.
O segundo foi o nhonque de macaxeira com batata asterix ao ragu de rabada assada. Veio acompanhado de pesto de agrião. Que delícia! Gostei muito. O pesto de agrião teve tudo a ver. Caiu muito bem!
O terceiro foi nhoque de semolina de trigo com um suculento molho de cogumelos (shitake, shimeji e paris), feito com caldo de legumes e ervas da horta. Estava muito bom. Agradou em cheio a nossa mesa. Uma pena que eu já estava mega satisfeita e acabei deixando um pouco no prato... quem mandou abusar da mesa de antepastos? Rs.
Eu sou daquelas que gosta de entrar no clima e fazer tudo conforme manda o figurino. Comi os primeiros sete nhonques em pé e fiz um pedido para cada um deles. Senti uma certa dificuldade para fazer sete pedidos, rs. Acabei descobrindo que eu preciso de pouco para ser feliz.
Detalhes do Panelinha:
O encontro se deu entre muitas gargalhadas e ótimas conversas! Pura felicidade!








Que lugar mais fofo.! Esses pratos abrem o apetiti. rs
ResponderExcluirLuciana aug
Lu, lá é uma delícia, viu? Adoooro! Temos que combinar uma ida lá. Beijos!
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