Meu grupo de degustação de vinhos se reuniu um dia desses. Nem todos puderam comparecer, mas, em compensação, angariamos outros companheiros, que gostaram da brincadeira. Li um dia desses em uma revista especializada algo bem interessante sobre o ritual de se beber um vinho. É que alguns pensam que precisam de um motivo ou ocasião especial para degustar essa bebida dos deuses. Para os apreciadores, abrir uma garrafa de vinho faz com que o momento se torne especial, ainda que se esteja sozinho, em um dia qualquer.
Gostamos de degustar bons vinhos com bons preços, certo? Então, optamos por aqueles na faixa dos 30 a 40 reais. Esse dia não estávamos tão empolgados, até porque a lei seca não nos deixa empolgar tanto. Diante disso, experimentamos apenas três (apesar de termos comprado mais): um espumante rosê, um sul-africano e um espanhol.
O primeiro que degustamos foi um espumante rosé da Casa Valduga, o Reserva Blush 25. Agradou em cheio! Foi o vencedor da noite. É composto pelas uvas chardonnay (70%) e pinot noir (30%). Aroma frutado, lembrando framboesas e amoras, elegante, com agradável frescor, é perfeito para harmonizar com frutos do mar, peixes, carnes brancas, entradas frias e risotos.
O segundo foi o sul-africano Nederburg Pinotage 2009. Pinotage é a uva típica da África do Sul. De antemão, já vou dizendo que gostei bastante desse vinho. O Victor, que entende bem mais do que eu, não gostou muito. Gostar ou não de um vinho é algo bem subjetivo, vai do gosto pessoal de cada um. Contudo, é possível analisar tecnicamente se se trata ou não de um bom vinho (estou beeeem longe disso, rs). O Victor achou que ele tinha sabor de conservante, rs. Outros do grupo também gostaram bastante dele. De acordo com a nossa avalição, trata-se de um vinho encorpado, acidez média, pouco amargo, peristência longa. Equlíbrio apropriado. Eu tomaria de novo!!!
A história do espanhol foi bem engraçada. Fizemos as escolhas pelo site do super adega para que fosse entregue. Tínhamos escolhido um espanhol na faixa de uns 30 e pouco reais. Só que não estava mais disponível, então o vendedor nos contatou e sugeriu um outro, que custava 50 e pouco reais pelo mesmo preço do que havíamos comprado. Oba!!! Saímos no lucro, assim pensamos. Só que ele foi o que menos agradou, rsss. Para o Victor, foi uma grande decepção. Ele disse que não compraria jamais esse vinho por esse preço. Será que compramos gato por lebre? Rsss. Assim, não é que não gostei, mas preferi o sul-africano. Mas que diacho de vinho é esse, hein? Rs. Trata-se do Avutarda 2008. Variedade: Tempranillo e Cabernet Sauvignon. De acordo com a nossa avaliação, ele é pouco encorpado, macio, taninos intensos, média persistência.
Que venham muitas e muitas degustações! É sempre muito prazeroso!



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