Querido Blog,
Olha eu aqui! Apareci antes do esperado. Segue um post para refletir sobre culpa, momento, presente e felicidade. : )
Acho que tem uns cinco anos que sempre que eu ia viajar levava um livro a tiracolo. Mas não era um livro para me distrair, para se ter uma leitura agradável. Era sempre um livro jurídico, lembrando-me daquela que parece ser eterna: minha obrigação de estudar. Esta aí uma tarefa sem fim, rs.
Carregar um livro com a leva sensação de que não irei ler uma página sequer parece meio sórdido. Entretanto, esse ato masoquista (atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação) tinha um efeito psicológico surpreendente, fazia com que eu me sentisse menos culpada.
Há algo não tão saudável nessa história toda. Por que sentir culpa por estar fazendo algo que me fará tão bem? Amo viajar, tenho verdadeira paixão. Por que então achar que não posso desfrutar de uma mísera semana, sendo que em todas as outras estou conciliando trabalho + estudos + casa + vida social (sim, eu prezo por ela!)? Tenho cumprido com minhas responsabilidades/obrigações. Por que achar que preciso de um subterfúgio - como carregar livros - para não me sentir mal? Como se eu estivesse fazendo algo muito errado: deixar de estudar para viajar (será que não estou??? - poupe-me, Izabel, das suas neuroses).
Acabei de arrumar minha mala e não estou levando nenhum livro jurídico como companhia. Irei me dar de presente (afinal, esse é o meu mês) cinco dias de alegria, diversão, paz no coração e puro relaxamento. Quando eu voltar, eu penso na vida e em tudo o que tenho que estudar. Talvez até tenha que deixar o blog (meu espaço que tanto amo) por um tempo para dar prioridade a um projeto que demanda tempo e muuuita dedicação. Como diz um amigo: "há tempo pra tudo".
Vou apenas saborear o que tenho hoje em minhas mãos, sentir cada momento, enfim, desfrutar do meu presente. Daqui a pouco estarei pegando meu voo e pretendo fazê-lo sem remorsos (vou tentar, rs).
Esse papo todo me fez lembrar da minha viagem à Argentina com meu amigo Jailson. Levei um livro super grosso de processo civil e foi ele quem acabou carregando. Hahaha! Imagino que ele deve ter tido vontade de tacá-lo na minha cabeça por várias vezes. Rsss.
Esse post foi momento desabafo total, em uma tentativa - quase desesperadora - de me libertar de qualquer culpa. Rsss. Apê alugado, passagem emitida, irá adiantar alguma coisa minha preocupação nessa altura do campeonato?
Sem culpas, sem neuroses. Apenas vou desfrutar o momento e ser feliz!!!
Bel, como eu me identifiquei com esse post! Fazia isso sempre, até que veio o Guilherme e não me sobraram braços pra carregar livros (rs).
ResponderExcluirHahaha, Rô! Essa foi boa. Que bom que veio o Guilherme, muito melhor carregá-lo em vez de livros, rsss. Beijos!!!
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