terça-feira, 3 de setembro de 2013

Exposição O Império em Brasília

Hoje, o assunto do post será sobre Direito Constitucional... Kkkkkk! Não é bem assim, mas tem um pouco a ver.

Já que minha priminha está trabalhando como Mediadora nessa exposição, aproveitei pra ir visitá-la e dar uma conferida no que está rolando por lá.

O Império em Brasília - 190 anos da Assembleia Constituinte de 1823 conta um pouco a história do Império e da primeira representação política em nível nacional a funcionar no país, que foi instalada em 3 de maio de 1823 como Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil. Só que o Imperador D. Pedro I a dissolveu com 6 meses de funcionamento. Mas, tá valendo... ela foi a primeira! Rs.

Segue uma explicação dessa época que é muito importante pra história do nosso país: "D. Pedro I dissolveu a Assembleia em 12 de novembro de 1823, com uso de força militar, depois do acirramento das discussões em torno de um projeto de lei sobre a liberdade de imprensa. E a Constituinte tinha apenas seis meses de funcionamento. Os deputados reagiram, em vão, à violência do imperador, no evento que passou à história como a "Noite da Agonia". No entanto, a dissolução da Assembleia Constituinte pelo imperador não reduziu sua importância. Ela representou um marco na história política e constitucional do país e o primeiro espaço de representação parlamentar".

Com a dissolução da Assembleia Constituinte, a primeira Constituição Federal do Brasil, de 1824, foi outorgada, isto é, sem participação popular.

A exposição conta esse período por meio de textos, obras de artes, objetos decorativos etc. Segue um pouquinho do que capturei por lá:


 
Réplica da Coroa usada por D. Pedro I. É linda e bem pesadinha,rs.
Olha aí a carinha da nossa primeira Constituição. Fofa, né? Rsss.
Pulseira de escrava. Isso mesmo! O senhor, quando muito rico, nos dias de festa, colocava ouro nas escravas para mostrar sua riqueza. Afff... Vaidade pouca, não! Nada diferente de hoje, quantas pessoas possuem uma necessidade enorme de mostrar o que possuem, né?
Princesa Isabel. D. Pedro II, pai de Isabel, amava tecnologia, por isso, o quadro acima não é uma pintura, trata-se de uma foto pintada, o que era uma grande novidade à época. Ao vivo, pode-se perceber a intensidade das cores. Um belo trabalho. Já a escultura, naquele tempo, era feita com molde do próprio rosto. Na exposição há outras esculturas de personagens famosos daquele período e percebe-se claramente a diferença das pinturas - em que era feito um photoshop, rs - com a escultura. 

Objetos da Princesa Isabel. A sombrinha foi feita com rubis. Linda e delicada. Afinal, estamos falando da nobreza, rs.
Não me lembro exatamente o significado desse objeto, só sei que ele foi feito totalmente por penas de animais, não há nenhuma aplicação de tinta. Todas as cores são correspondentes às das penas. Incrível, né?
Minha prima, ótima mediadora (sabe tudo! rs), me passou muitas outras informações, das quais não me recordo com muita precisão, rs. Mas, uma me lembro bem: o verde e o amarelo da nossa bandeira não são em razão da mata e do ouro, como muitos acham, mas porque essas cores faziam parte do brasão da família Bragança. Hum! Bom saber, né? Ah! E tem outra muito legal também: A Princesa Isabel fez questão de trazer pesquisadores de Portugal para estudar sobre a botânica brasileira. Trouxe também pessoas pra registrar por meio da pintura o povo. Na exposição, há alguns quadros retratando a forma de viver da população, bem como os negros. E, por meio dos quadros, é possível perceber a diferença física entre os negros: uns baixos, outros bem mais altos, dentre outras características. Isso porque eles eram trazidos de países diferentes, em que não era falado o mesmo idioma, justamente para que não se juntassem e se rebelassem.

A exposição acontece no Salão Negro do Congresso Nacional, até o dia 20 de outubro.

É muito bom conhecer um pouco mais sobre a história do nosso país! :)

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