quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sentindo-me uma Furby

Hora pra acordar. Hora pra comer. Hora pra malhar. Hora pra estudar. Hora pra trabalhar. Hora pra interagir com amigos.... simmmm... hora até pra isso! Bem assim, vivendo tal qual um Furby. Esses somos nós. Nossa realidade. Mecanicamente, seria? E se a gente foge desse padrão é a culpa que nos consome, mais que a rotina. Se não for pra ser refém da rotina, seremos da culpa. Não temos escapatória? Pobres de nós...

E assim seguem os dias. Vamos vivendo uma rotina já imposta, sem qualquer tipo de questionamento. Tem tempo pra parar e repensar alguma coisa? Não, não dá. Cada minuto é muito precioso. O mundo não para pras nossas neuroses. "E assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade".

Pra quem não sabe,  Furby é um brinquedo que tem hora pra tudo. A diversão da criança é cuidar dele, porque ele tem hora pra comer, pra dormir, pra sei lá o quê... Eu acho que é assim, não tenho certeza. De qualquer forma, quem da minha geração (3.0 em diante, rs) não se lembra dos tamagotchis? O bichinho de estimação eletrônico? O Furby é mais ou menos isso. Só que com um detalhe: o Furby pode ser alimentado por um aplicativo que pode ser baixado no celular ou no tablet. Eu não digo que eu gostaria de ser alimentada virtualmente, até porque já está mais do que pacificado minha paixão pela arte de comer. Mas, gostaria muito de fazer atividade física por um aplicativo. Bastava dar o comando e... Pronto! Eu já estaria toda malhadinha, rsss.

Essa minha louca comparação com o Furby se deu porque hoje no meio da tarde me vi olhando desesperada pro relógio e pensando: Meus Deus, já passou da hora de comer! Sim, porque de acordo com os nutricionistas, nós temos que comer de 3 em 3 horas. Somos ou não Furbys??? Rsss.



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