Com a volta do cinema do Casa Park, a vida dos cinéfilos de Brasília ficou bem mais interessante, vamos combinar! Nada contra os filmes hollywoodianos, ao contrário, os curto bastante. Acontece que é bom variar, as produções de outros países são tão interessantes quanto. Eles fogem do circuito comercial, trazendo uma visão mais peculiar sobre a sétima arte. Enfim, a proposta do Casa Park é exibir filmes mais cults, o que é muito legal, pois acrescentam, com qualidade, a opção de filmes dos brasilienses. Feliz com o retorno desse cinema, que é o meu preferido, aproveitei para assistir Um Conto Chinês, uma produção argentina, e O Garoto de Bicicleta, tendo como países de origem França, Bélgica e Itália.
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| Cinema do Casa Park |
O Garoto de Bicicleta, um filme dos irmãos Dardenne, desperta as mais diversas emoções enquanto estamos o assistindo: raiva, dó, tristeza, compaixão. Conta a história de um menino que é abondanado pelo pai. Só que a vida faz as suas compensações. Num ato de extrema generosidade, uma cabeleireira resolve ajudá-lo. Só que nem tudo são flores. Nesse compasso, muitas coisas acontecem. Interessante que o filme contrapõe algumas atitudes: generosidade x crueldade. Acredito que de uma forma até maquiavélica. Será que um pai é capaz de ser tão cruel àquele ponto? Por sua vez, também questionamos a extrema benevolência da cabeleireira, que releva todo o mau comportamento do menino, a troco de nada, pois não há nenhum vínculo entre eles, a não ser o amor. Certo, talvez este seja o maior vínculo que pode existir entre as pessoas, superando qualquer vínculo sanguíneo. É um filme muito interessante, cujo desfecho é sensacional, pela sutil lição de vida que nos passa. A trilha sonora demarca os momentos mais sofríveis do menino, o que nos toca profundamente.
Opinião interessante em http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/arte/noticias/o-garoto-de-bicicleta.
| O Garoto de Bicicleta |
A diversão toma conta em Um Conto Chinês, é um filme pra se dar boas risadas. Mas, há também um drama, ainda que leve. Roberto, interpretado pelo ator argentino Ricardo Darín, é um homem melancólico, um tanto neurótico, que coleciona tragédias jornalísticas. Sem querer, depara-se com um chinês perdido em plena Buenos Aires. Sensibilizado com sua triste situação, Roberto resolve ajudá-lo, meio a contragosto.
Gostei da análise em http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20111216171542
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| Um Conto Chinês |


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