domingo, 12 de novembro de 2017

Intinitas possibilidades

Subitamente, deu-me um desespero de perder dentro de mim essa minha vocação por escrever que me faz ser tão eu. Daí que vim correndo para o computador registrar algumas palavras. Esse espaço aqui não é divulgado nem tampouco lido. E tudo bem. Somos só eu e meus registros. Quando posto aqui, tenho a leve sensação que serão eternizados. Há muito, desde criança, tenho um entendimento certo e sério com as palavras escritas. Poesias, textos, livros fazem meu coração pulsar mais forte. E reconheço meu prazer em me expressar por linhas e entrelinhas. Fato é que outras atividades do ofício vão tomando o tempo e acabo deixando de lado minha essência. E agora bateu forte essa necessidade de não negar verdadeiramente quem sou. Parece difícil conciliar tantos aspectos desse universo que sou. E eu bem sei por que esse sentimento surgiu. Toda vez que revejo um amigo que ama o que faz, que se dedica cem por cento para o trabalho, sua grande paixão, vivendo intensamente a essência dele, desperta em mim essa inquietação sobre o que ando fazendo da minha vida e do porquê não estar exercendo minhas habilidades. E como não sou chegada a dramas, tento abafar esses questionamentos. E agora me pergunto se isso não é só mais um autoboicote. Posso ser muitas. Muitas coisas. Exercer inúmeros papéis. Posso conciliá-los. Posso sim dar conta do recado. Tento aqui incentivar a mim mesma. A ideia de infinitas possibilidades muito me agrada e me deixar excitada diante da diversidade da vida. É muito incrível. Vamos ver se essas vindas por aqui se tornam mais consistentes e regulares. Vamos ver. Hoje é domingo. Embora esteja nublado, segue quente. Estou em casa e apreciando essa delícia de sermos tão complexos. Viva!

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